Quando chove parece que vai desabar tudo
Londrina Basta uma rápida caminhada pelo Terminal Rodoviário de Londrina (TRL) para constatar as inúmeras manchas nas paredes e no teto, provocadas pelas infiltrações da pista de rolamento para os dois halls de entrada. Goteiras insistem em pingar mesmo após vários dias sem chuva.
Os taxistas que trabalham diariamente na rodoviária convivem com o problema todos os dias. "Quando chove surge uma cachoeira aqui dentro e a sensação que a gente tem é que vai cair tudo", relatou o taxista Gérson Carvalho, de 65 anos, e que há 15 atende no TRL. Já acostumados com o alagamento que se forma no espaço destinado aos clientes, os taxistas mantêm sempre à vista um rodinho, essencial para diminuir o problema. "É tanta água que ele não dá conta. Os passageiros notam as infiltrações e comentam sobre o perigo que é", frisou Carvalho.
Os usuários que utilizam as linhas metropolitanas que passam pelo TRL também sofrem com as goteiras. "Do jeito que está é perigoso para todo mundo. Acho que a resolução desta questão tinha que ser uma prioridade", apontou o operador de máquinas Cléber de Melo, de 23 anos, morador de Sertanópolis (Região Metropolitana de Londrina).
Pamela da Silva, de 21, reside em Astorga (Região Metropolitana de Maringá) e passou pela rodoviária, onde aguardava um ônibus para Primeiro de Maio, também na RML, e se assustou com a situação das paredes. "É a primeira vez que venho aqui e a gente fica preocupada que alguma coisa possa acontecer a qualquer momento. A gente não quer nada de ruim, mas do jeito que está, quem pode garantir?", questionou. (L.F.C.)





