Quando a televisão vira o centro de todas atenções
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terça-feira, 09 de junho de 1998
Lúcio Horta 
Mario CesarCatarse coletivaFuncionários da Reifor ontem já
se reuniam em torno da nova tevê
para acompanhar notícias da Copa.
Hoje é dia de ficar ligado no Brasil. A velha tevê de 20 polegadas foi comprada em 1994, justamente para que os funcionários da Reifor, empresa de Londrina, pudessem assistir aos jogos da Copa do Mundo com toda a tranquilidade. Na época, deu certo: Roberto Baggio, atacante da Itália, errou o pênalti e o Brasil sagrou-se campeão. Festa total na sede da Associação dos Funcionários da Reifor (Afur), na marginal da PR-445, em frente à empresa.
Este ano, com apoio dos funcionários, a associação resolveu repetir a dose e comprou uma nova - e maior - televisão para acompanhar os jogos da Copa. Hoje, a partir do meio-dia, a galera vai estar toda reunida em frente ao aparelho de 29 polegadas, novinho em folha, torcendo para que o time de Zagallo conquiste, agora, o pentacampeonato.
Vera Lúcia Neves, uma das coordenadoras da Afur, diz que o pessoal chegou a pensar em alugar um telão para assistir aos jogos da Copa. O preço do equipamento, no entanto, não agradou os funcionários: cerca de R$ 250,00 por jogo ou R$ 60,00 por dia, se o telão ficasse direto na sede da associação, o que totalizaria mais de R$ 2 mil.
A aquisição da tevê ficou bem mais em conta: R$ 600,00 - com a vantagem de que ela vai ficar permanentemente à disposição dos funcionários. Eles adoraram a idéia. Está todo mundo só esperando a estréia do Brasil para estrear também a televisão, diz Vera. Ela acrescenta que, no total, cerca de 400 pessoas devem estar hoje na sede da Afur para ver Brasil x Escócia.
Os funcionários da Reifor testaram a qualidade do novo equipamento antes da bola rolar. Ontem mesmo, na hora do almoço, muitos deles estavam acompanhando as últimas notícias do esporte na frente da nova tevê. Com esta tevê vai ser melhor. A imagem é muito boa, afirma Romildo Ruiz, operador de máquinas.
A mesma opinião tem Amarildo Carlos Ferreira, eletricista da empresa. A outra até que estava boa, mas essa aqui é excelente. Sobre a equipe montada por Zagallo, porém, as opiniões são bem diferentes. O time está meio desanimado, não sei. Espero que eles estejam guardando o jogo para a Copa. A expectativa é que o time traga o penta, mas não sei não, diz Ferreira.
Luiz Fernando, operador líder, era outro que estava ontem concentrado em frente à nova tevê assistindo às últimas notícias do Brasil na França. Preocupado, reclamou: O time está muito devagar, treina pouco. Mas a gente está confiante. Torcida não vai faltar.
José Donizette, funcionário da Afur, acredita que a seleção está escondendo o leite e, a partir de hoje, começará a mostrar futebol. Quem vai brilhar nessa Copa são o Ronaldinho, o Rivaldo e o Giovanni. O Romário faz falta, mas não se perde uma guerra por falta de um soldado. Donizette arrisca até um palpite para a partida de hoje: 4 x 2 para o Brasil. O penta já é nosso, ele acredita.
Vera Lúcia Neves conta que amanhã vai ter bandeirinha verde-amarela pendurada na sede da Afur, com pipoca para todo mundo. Vamos também instalar mais cadeiras e colocar a tevê no alto, para que todo mundo possa ver. Vai ser uma festa.


