Uma menina de cinco anos de idade levou mordidas da própria mãe, e depois foi espancada por não dobrar as roupas que já havia lavado e recolhido do varal. Outra, de sete, foi retirada da escola para ficar em casa cuidando do irmão caçula, um bebê que ainda não completou dois anos. Esses foram apenas alguns dos casos mais recentes de exploração infantil doméstica que chegaram às autoridades londrinenses. Por ocorrer dentro de casa, esse tipo de situação é camuflado, e praticamente não há estatísticas referentes ao número de crianças e adolescentes que são responsabilizados pelo excesso de tarefas domésticas.

A psicológa Wilma Silva Ribeiro, integrante do Conselho Municipal da Criança e do Adolescente, explica que um dos problemas de impor muito cedo responsabilidades às crianças é que, ao serem trazidas precocemente para o mundo adulto, elas passam a desejar também outros direitos e atributos deste universo, como aqueles ligados à sexualidade. ''São crianças que têm suprimidas etapas importantes de sua vida, o que as torna adolescentes e adultos mais estressados'', explica Wilma.

Saiba mais sobre as consequências de sobrecarregar a criança com atividades típicas de um adulto na matéria de Silvana Leão.

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