Do alto da janela do apartamento, o bancário Adirley Ezequiel aponta o mais incômodo de seus vizinhos: a reforma do prédio da sede da secretaria municipal de Cultura, em frente à Concha Acústica, na Região Central de Londrina. ''Estamos convivendo com a água parada, insetos e o receio de virar um mocó, pois o tapume é frágil e qualquer pessoa pode invadir o local'', reclama.
Paralisada desde maio de 2011, quando a empresa responsável pela obra não demonstrou competência técnica para realizar o serviço, a reforma e restauração do local ficou à mercê da liberação dos recursos. Segundo o secretário municipal de Cultura, Aldo Moraes, é preciso um aporte maior do governo para dar encaminhamento à uma nova licitação.
''Já temos em conta cerca de R$ 1 milhão, mas é preciso mais R$ 1,2 milhão, pois a parte de restauração é bem cara, devido à preservação das características originais do prédio'', afirma ele, ao ressaltar que a negociação está sendo feita junto à secretaria de Planejamento do município.
Enquanto a solução não vem, Moraes afirma ter feito um pedido ''para resolver o problema momentâneamente'', que implica na limpeza do local e a substituição do tapume por um alambrado. Porém, também não há prazo para esse serviço.
O prédio da secretaria de Cultura foi projetado pelos arquitetos Villanova Artigas e Carlos Cascaldi, em meados dos anos 50. Atualmente, a secretaria funciona provisoriamente na Rua Pio XII, Centro. (M.O.)

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