Qualidade
do ar terá
controle em
Londrina
AMA lança projeto para monitorar poluição
Lúcio Horta
A Autarquia do Meio Ambiente (AMA) quer avaliar a qualidade do ar de Londrina. O anúncio foi feito ontem de manhã, na sede do Rotary Club, durante a solenidade de abertura da Semana do Meio Ambiente. Além de Mauro Maggi, diretor-presidente da AMA, participaram da cermimônia o prefeito em exercício Adalberto Pereira (PFL) e representantes do Rotary.
Chamado de ‘‘Respirar Londrina’’, o projeto da AMA pretende monitorar os lugares onde os níveis de poluição do ar estão mais críticos. Para isso, serão instalados banners (tecidos de algodão) em 50 locais diferentes da Cidade. Depois de um mês, técnicos da AMA vão avaliar o nível de poluentes encontrados no tecido - conforme tabela de classificação com seis níveis de poluição - e decidir se a a região merece ou não um trabalho específico para diminuir a poluição. O primeiro banner foi instalado em frente ao Rotary, na Avenida Harry Prochet (zona sul).
‘‘Londrina nunca teve uma avaliação da qualidade do ar’’, diz Mauro Maggi. Ele acredita que a Cidade não tem grandes problemas de poluição do ar mas as avaliações constantes, com caráter preventivo, servirão para evitar que esses problemas ocorram no futuro.
O diretor da AMA diz também que quer envolver a comunidade neste trabalho, inclusive cuidando para que os banners não sejam danificados.
Além do ‘‘Respirar Londrina’’, a AMA preparou o lançamento de outros projetos em comemoração à Semana do Meio Ambiente. Um deles é a ampliação da coleta seletiva de lixo, que hoje atinge o quadrilátero central, envolvendo cerca de 50 mil moradores. O projeto da AMA é estender a coleta seletiva na região central, envolvendo mais 80 mil moradores.
A AMA também quer reativar a Central de Moagem, localizada no jardim Interlagos (zona leste), que ficou parada por problemas técnicos durante aproximadamente seis meses. Também está prevista a inauguração de um programa de recuperação da mata ciliar do Ribeirão Quati, com previsão de parcerias entre a iniciativa privada e também o Instituto Ambiental do Paraná (IAP).
Mauro Maggi garante também que no máximo em 40 dias a comissão composta para decidir sobre o novo aterro sanitário vai apresentar ao prefeito Antonio Belinati (PDT) pelo menos três opções para instalação. A comissão já pré-avaliou quatro áreas com boas condições técnicas para receber o aterro.
Também está sendo desapropriada outra área ao lado do atual ‘‘Lixão’’ para formação de uma nova lagoa de chorume, porque a lagoa atual está com a capacidade esgotada. Falta apenas definir o valor do terreno. ‘‘Depois de desapropriada, em 120 dias teremos a nova lagoa’’, diz Maggi.

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