Curitiba

Albari RosaÔnibus podem ter contribuído para elevar índices de poluição do arA qualidade do ar no Centro de Curitiba vem se mantendo inadequada nos últimos cinco dias, de acordo com o boletim divulgado pelo Instituto Ambiental do Paraná (IAP).
O aumento no nível de poluição pode ter sido provocado pelas inversões térmicas (típicas nos dias de inverno), por obras de construção civil na região ou até mesmo pelo aumento na circulação de veículos. Os técnicos do IAP ainda não descobriram as causas do problema, mas estão investigando para ver se há uma tendência na piora da qualidade do ar ou se é uma situação ocasional.
Segundo a engenheira química Ana Cecília Nowacki, responsável pela Divisão de Tecnologia Ambiental do IAP, o nível atual de poluição ainda não é preocupante e não traz riscos à saúde. ‘‘Apesar disso, se for detectada uma tendência teremos que planejar algumas ações preventivas’’, observa. Como alternativas para a melhoria na qualidade do ar, ela cita o controle no teor de enxofre nos combustíveis e uma fiscalização mais intensa nos ônibus.
A coleta de dados em Curitiba é feita na única estação da cidade, localizada na Santa Casa (em frente à Praça Ruy Barbosa). O laboratório do IAP analisa os três principais parâmetros de poluição do ar: o SO2 (dióxido de enxofre), material particulado (pó em suspensão na atmosfera) e índice de fumaça.
O IAP tem um projeto para instalar mais sete estações de coletas de dados em Curitiba e quatro na Região Metropolitana, mas o governo ainda não viabilizou os recursos - o investimento necessário seria de R$ 4 milhões.
A prefeitura de Curitiba faz mensalmente a vistoria de 70 a 80 ônibus, dos 1,2 mil que compõem a frota operante, para avaliar o grau de poluição dos veículos e retirar de circulação os que apresentam má regulagem do motor. A fiscalização é feita a partir de denúncias dos passageiros, que podem ligar para os telefones 156 ou 335-2112, identificando o veículo e o trajeto percorrido.

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