Qualidade do ar fica entre boa e regular
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 01 de agosto de 2001
De Curitiba 
O Instituto Ambiental do Paraná (IAP) avaliou que a qualidade do ar de Curitiba e região metropolitana esteve entre boa e regular durante o ano passado. Um levantamento do instituto, feito pela Coordenação de Estudos e Padrões Ambientais, indica que na maioria dos dias havia pouca poluição. No entanto, alguns registros de excesso de ozônio e de dióxido de carbono foram apontados na pesquisa
Das 6.372 medições horárias feitas em 2000 para o ozônio na estação de monitoramento da Santa Cândida, 2,1% foram registradas como inadequadas. Já na estação da Cidade Industrial esse índice foi de 4,1%. As violações ocorridas são tipicamente causadas por poluição de veículos, porém em nenhum momento chegamos ao nível de atenção definido pelo Conama, avalia Ana Cecília, da Coordenação de Estudos e Padrões Ambientais do IAP.
Apesar desse indicativo, a pesquisa aponta que os parâmetros dióxido de enxofre e fumaça melhoraram na última década. Quanto ao índice de fumaça, 39% das médias obtidas pela estação Santa Casa, no centro da Capital, em 1990, eram classificadas como boas. No ano passado, este índice atingiu 94%.
A média anual de dióxido de enxofre reduziu para menos da metade nos últimos 10 anos.
O ar da região metropolitana não pode ser chamado de poluído, pois na maioria das vezes ele é de boa qualidade ou regular, afirma Andreas Grauer, perito em poluição atmosférica e responsável pela elaboração do relatório. Com base nos dados gerados pelas sete estações de monitoramento instaladas em Curitiba e Araucária, o IAP quer traçar uma política de gestão da qualidade do ar no Paraná.
Para o secretário do Meio Ambiente, José Antonio Andreguetto, ações devem ser intensificadas para controlar a emissão de gases que geram a poluição atmosférica.


