Qualidade do ar em Curitiba está péssima
Luciana Pombo
De Curitiba
Um monitoramento da qualidade do ar de Curitiba, feito durante um mês por cerca de 12 mil alunos de 28 escolas, comprovou que a presença de poluentes na superfície da cidade ultrapassa os limites estabelecidos pelos padrões nacionais de qualidade do ar, fixados pela Resolução 03/90 do Conselho Nacional de Meio Ambiente (Conama). As medições terminam hoje e foram coordenadas pela professora Zióle Malhadas, responsável pelo projeto ProAr da Universidade Federal do Paraná.
O limite estabelecido para os níveis de presença de ozônio é de 160 microgramas por metro cúbico por uma hora e não deve ser excedido mais de uma vez ao ano. No entanto, durante o monitoramento, foram registrados 400 microgramas em medição de oito horas. A falta de chuvas provoca problemas de poluição ainda maiores, explica a professora.
Os estudantes fizeram avaliações da quantidade de poluentes no ar através de um sensor simples, chamado de Ecosinal, e que possibilita avaliar a concentração de gases na atmosfera. Além de medir os poluentes, os alunos ainda fizeram uma avaliação da deposição de material particulado nas plantas e pela medição da acidez da água da chuva. A tabulação e avaliação será feita por técnicos da universidade.
Os resultados oficiais deverão ser divulgados no final deste mês.





