Qualidade do ar é boa, diz IAP
O Instituto Ambiental do Paraná (IAP) prepara um relatório que vai classificar como bom o ar respirado em Curitiba. O documento deverá estar concluído entre o final deste mês e o início de janeiro. Ele conterá informações coletadas por três estações de monitoramento, localizadas na Santa Casa (Praça Rui Barbosa), Cidade Industrial (CIC) e no bairro Santa Cândida.
A chefe da Divisão de Tecnologia Ambiental do IAP, Ana Cecília Nowacki, disse ontem que a quantidade de ozônio, dióxido de enxofre e óxidos de nitrogênio atingiram médias baixas na CIC. Esperamos resultados mais baixos na Santa Cândida, previu ela, referindo-se à terceira estação de monitoramento do ar, que está funcionando há um mês na Escola Municipal Teodoro De Bonna.
Com os dados das três estações, será possível, segundo Ana Cecília Nowacki, ter uma visão geral sobre a qualidade do ar da capital paranaense. Mas a maior expectativa dos estudos está voltada para o próximo inverno. A estação piora a dispersão dos poluentes na atmosfera. Neste período teremos informações mais avançadas, afirma a técnica do IAP.
A partir da implantação de mais duas estações, até março de 99, o IAP quer acompanhar a situação atmosférica na Região Metropolitana de Curitiba (RMC). Um equipamento ficará em São José dos Pinhais e o outro em Campo Largo. Queremos traçar um panorama global da situação e com isso fazer um planejamento melhor da região, diz Nowacki. Em Araucária, em cerca de dez anos de acompanhamento, ela garante que a qualidade do ar sempre foi considerada boa.
A professora Zioli Malhadas, que coordena na Universidade Federal do Paraná (UFPR) o projeto de Educação Ambiental de Qualidade do Ar, preferiu não comentar os resultados preliminares divulgados pelo IAP. Ela justificou que como a universidade não fez o acompanhamento da quantidade de ozônio presente em Curitiba em 98, não há dados científicos para estabelecer comparações com as leituras feitas pelo IAP.
O estudo da UFPR não foi feito este ano por falta de verba. Entre 95 e 97, os pesquisadores detectaram forte presença de ozônio (indicador de vários poluentes que se encontram na atmosfera) no ar de Curitiba. Em alguns casos, a quantidade do ozônio chegava a 400 microgramas por metro cúbico, enquanto o limite aceitável é 160 microgramas por metro cúbico. O IAP não reconhece a pesquisa como indicadora de que o ar da capital tenha problemas.Arquivo FolhaNo próximo inverno, quando a poluição é mais presente, será possível ter análises mais abrangentesDimitri do Valle





