Qualidade do ar de Ponta Grossa vai ser monitorada
PUBLICAÇÃO
domingo, 05 de agosto de 2001
Denise Angelo<BR>De Ponta Grossa 
A qualidade do ar respirado em Ponta Grossa será monitorada a partir de hoje. O trabalho será feito pelo projeto batizado de ProAr, desenvolvido pelo Colégio Marista Pio XII, em convênio com a Universidade Federal do Paraná (UFPR). Dois pontos da cidade receberão estações de coleta de dados e, diariamente, professores e alunos do Marista farão a análise e interpretação dos dados.
As estações de captação são formadas por kits adquiridos junto à agência espacial americana, a Nasa. Cada um custa cerca de R$ 160,00 e tem vida útil de apenas 30 dias. Por isso, o monitoramento será feito somente no mês de agosto.
Uma das professoras coordenadoras do programa, Juliane Nadal Dias Swiech, explica que o mês de agosto foi escolhido por ser mais seco, o que agrava o efeito da poluição atmosférica no ser humano. Os pontos de coleta também foram selecionados. Um dos equipamentos ficará no próprio colégio, que se localiza em uma área verde, num bairro menos movimentado, na zona norte da cidade. O outro ficará em Oficinas, bairro da zona sul que, segundo a professora, recebe a maior parte dos resíduos industriais soltos na cidade e fica próximo a um dos mais importantes corredores de circulação de veículos.
Os kits serão acionados às 8h30 de segunda-feira e recolhidos às 16h30. Os dados coletados serão posteriormente transmitidos à Universidade Federal do Paraná. O município de Ponta Grossa, que teve dois grandes ciclos de industrialização, um na década de 70 e outro no fim dos anos 90, nunca monitorou a qualidade do ar.


