Qualidade de vida pelo sorriso
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terça-feira, 29 de junho de 2010
Bruno Maffi<br>Reportagem Local 
A pedagoga Lívia de Figueiredo Pires Lima, 44 anos, perdeu um dente ao ter a raiz perfurada durante o procedimento de obturação. Ela passou a usar uma ponte móvel, que a incomodava muito. As dificuldades para mastigar e a estética a deixavam depressiva. Um implante dental devolveu à pedagoga o direito de sorrir.
''Foi o que mudou a minha vida. Hoje tenho mais autoconfiança, cresceu a minha autoestima. Sou evangélica e trabalho com palestras em minha igreja. Ficava incomodada na hora de sorrir, de abrir a boca. Hoje é tão natural que acabo nem lembrando de como era antes'', ela conta.
A implantodontia é a especialidade que mais cresce na odontologia brasileira. A alta tecnologia das indústrias do país, com destaque para as paranaenses, que trabalham com material odontológico tem conquistado espaço no mercado internacional. A Neodent, de Curitiba, por exemplo, é líder mundial no ramo de fornecimento de peças para implantes dentários, com clientes em todos os continentes. O Instituto Hodos de Odontologia, de Londrina, é a maior escola de especialização em implantodontia no Brasil. São 150 alunos de especialização e 300 especialistas formados desde 2006.
Os métodos utilizados hoje na implantodontia são baseados nos conceitos do médico e pesquisador sueco Per-Ingvar Branemark, que divulgou em 1969 os seus estudos sobre a integração do titânio aos ossos. A biocompatibilidade do metal com o organismo humano possibilita a calcificação dos ossos nos pinos utilizados nos implantes.
Logo após a descoberta do método, Branemark trocou a Suécia por Bauru, no interior de São Paulo. Escolheu o Brasil por entender que o país tinha oportunidade de crescimento nessa área de pesquisa, o que se confirmou, já que ele viveu aqui até se aposentar, há dois anos.
O especialista em implandotondia Jurandyr Alvino foi aluno de Branemark e se tornou uma referência na técnica. Londrinense, ele atende pessoas de todos os estados brasileiros em sua clínica. O dentista explica o aumento da procura de implantes pela simplicidade do procedimento, comparado com outras técnicas como o enxerto de ossos e o uso de pontes móveis que desgastam os dentes onde se fixam.
''Hoje em dia não é mais aconselhável fazer um enxerto, porque é um procedimento brutal, de muita dor. A pessoa tem que ficar sem prótese vários meses. Como vai se alimentar ou ter vida social? Além disso são necessárias várias cirurgias complementares. O implante suplanta todas essas necessidades. Garante resultado rápido e com mínima dor'', afirma o especialista.
Confiança
No implante dentário, uma estrutura de titânio substitui a raiz de um dente perdido. Um parafuso do metal é anexado ao osso da mandíbula e é deixado por alguns meses para que a integração aconteça. Uma coroa é colocada sobre o implante, o que encoraja a gengiva a crescer na forma adequada. Isso permite a estética final do dente restaurado. Em 72 horas é possível concluir o tratamento.
O maior benefício para os implantados, segundo Alvino, é a qualidade de vida, a autoestima e a autoconfiança que as pessoas adquirem ao ver um sorriso completo, sem falhas dentárias. ''Ninguém chega a um consultório pedindo um implante. As pessoas querem ter os dentes, querem segurança para falar e comer. Um cliente disse uma vez que seu maior sonho era usar o fio dental'', destaca.


