Josoé de CarvalhoEnsino em questãoGianna Perim, da CAE: ‘Colegiados debatem problemas dos cursos’A coordenadora de graduação da UEL, Gianna Perim, lembra que a qualidade do ensino é discutida diariamente nos diversos colegiados de curso espalhados pela universidade. Quando um problema que pode estar atrapalhando ou mesmo desestimulando o aluno é detectado, imediatamente começa uma discussão, em conjunto com a CAE, para saber qual a melhor forma de corrigi-lo.
Isso foi feito com sucesso na área da saúde, onde a evasão - embora seja historicamente menor do que em outras áreas - caiu ainda mais. Outra medida que deu certo: a obrigatoriedade da confirmação de matrícula nos dois primeiros dias de aula, sob pena de o aluno perder a vaga. Assim, quem por exemplo se matricula em mais de uma escola (no primeiro ano) para depois escolher qual vai cursar, precisa confirmar a matrícula na UEL se realmente escolher a instituição. Caso contrário, a vaga é repassada a outro aluno classificado no vestibular.
Outro trabalho é desenvolvido pela Comissão de Atendimento a Alunos Portadores de Necessidades Educativas Especiais (Code), que procura atender os estudantes com dificuldades físicas ou emocionais. Barreiras arquitetônicas, por exemplo, estão sendo removidas para que cadeirantes tenham condições de se locomover dentro do campus.
O deficiente visual também já tem condições de operar computadores para realizar trabalhos ou fazer consultas. O Code ainda atende alunos com problemas familiares ou psicológicos.
O professor Luiz Carlos Bruschi comenta ainda que um grande avanço para conter a evasão foi a mudança do sistema de crédito (por disciplinas) para o seriado (anual). Um estudo em 19 cursos, com duração de quatro anos cada um e abrangendo todas as áreas, apontou que a relação matriculado/formando caiu de 3,09 por um para 2,20.
Outro dado: uma comparação entre os períodos de 1988-1991 (crédito) e 1993-1996 (seriado), aponta que, no primeiro caso, o percentual de formandos era de pouco mais de 30%. No período de regime seriado, o número pula para quase 50%. ‘‘O regime seriado é mais eficiente. Mas ainda precisa de ajuste’’, admite. ‘‘A UEL tem que rever sua política de vagas e melhorar a relação aluno-professor.’’

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