Qualidade da água do Lago Igapó continua sob suspeita
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terça-feira, 28 de novembro de 2000
Betânia Rodrigues De Londrina 
Duas semanas após a contaminação do Lago Igapó por óleo combustível e dejetos industriais, a qualidade da água ainda continua sob suspeita. Ontem à tarde, técnicos do Instituto Ambiental do Paraná (IAP) colheram amostras em sete pontos do lago e também vistoriaram as galerias de águas pluviais para detectar despejo clandestino de esgoto.
Segundo o técnico José Carlos dos Santos, a qualidade da água está quase normal, mas é necessário aguardar o resultado dos testes de ontem. Em cada amostra são avaliados o Ph (índice de acidez), a demanda química de oxigênio, a quantidade de oxigênio dissolvida e o número de bactérias por litro. Acredito que sábado teremos esta resposta.
Com base nos testes realizados semana passada, Santos disse que o Igapó 1 é a parte que possui as melhores condições de balneabilidade. Quanto mais próxima à barragem maior é o volume de água e, consequentemente, maior é o índice de dissolução. No momento, a parte mais segura para nadar no Lago Igapó fica entre a barragem e o Iate Clube, aconselhou.
A diretora técnica da Autarquia do Meio Ambiente (AMA), Silvia Saadijan, espera o resultado de laudos ambientais para poder multar a Igapó Veículos, que foi notificada por lavar motores de carro no Córrego Cacique, que deságua no lago. Foi neste mesmo córrego que a Companhia Cacique Café Solúvel provocou um dos maiores acidentes ambientais dos últimos anos em Londrina. A empresa foi multada em R$ 600 mil pelo vazamento dos tanques de decantação que atingiu a água.


