Final de ano é tempo de confraternizar e nada melhor do que uma taça de vinho para comemorar os bons momentos. Dentre tantos fatores a serem considerados ao se degustar esta bebida delicada e cheia de nuances, a temperatura é um dos mais relevantes.
Segundo a sommeliére Gisele Bispo, no verão os vinhos tintos mais encorpados (caso do Cabernet Sauvignon, Barollo e os da região da Toscana) devem ser refrescados a 18 graus. Já os tintos médios (Pinot Noir, Merlot e Beaujolais) são servidos entre 14 a 16 graus. Mais sensíveis, os vinhos brancos leves e espumantes devem ser servidos a temperatura de sete graus e os encorpados a 11, assim não se perdem os aromas cítricos e sabores do vinho branco.
''Caso a pessoa não possua uma adega climatizada, a orientação é que o vinho tinto seja resfriado por 15 minutos em um balde com gelo; já para o espumante o ideal são 30 minutos. Para quem armazena a bebida na geladeira, a cada uma hora, a temperatura cai cinco graus. O aconselhável é tirar o vinho de lá e esperar mais ou menos uma hora para tomá-lo'', orienta.
A sommeliére ensina que para uma boa conservação da bebida a garrafa deve ser mantida deitada - para que a rolha se mantenha umedecida e não crie dificuldade quando se for abrir a garrafa - protegida da umidade, iluminação, calor excessivo, a uma temperatura média de 12 a 14 graus centígrados.
Depois de aberto, o recomendado é tomar a garrafa inteira. Caso isso não aconteça, Gisele recomenda a utilização de um aparelho chamado vacovam, ou salva-vinhos, que tira o ar de dentro da garrafa e mantém o aroma da bebida por mais tempo. Porém, depois de aberto, o tempo de vida do vinho é curto - dura de quatro a cinco dias.
Tim, tim
A alegria, frescor e leveza dos espumantes abrilhantam o ritual da passagem de ano. Dependendo do bolso do consumidor, pode ir desde um prosecco até um grande champagne (espumante produzido em uma região específica da França (Champagne) e feito com uvas especiais: Pinot Noir, Pinot Meunier (tintas) e Chardonnay (branca).
De acordo com a sommeliére, os espumantes nacionais apresentam excelente relação custo-benefício. ''Atualmente, o Brasil produz espumantes de qualidades superiores e extensa variedade. Entre R$ 15 e R$ 30 compra-se um bom espumante nacional'', assegura. Para a sommeliére, os melhores nacionais são das vinícolas Salton, Miolo, Chandon, Aurora e Casa Valduga.
O ritual de ''estourar'' o espumante no Réveillon é considerado um atentado ao processo que torna o champagne uma bebida tão especial. ''Quando agita-se a garrafa perde-se a perlage (bolhas), tirando o sabor e qualidade da bebida'', explica Gisele. Para não frustrar o banho de espuma nos amigos, a saída é comprar um espumante mais barato para estourar e um de melhor qualidade a ser apreciado depois.

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