Quadrilheiros já foram presos por contrabando
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sexta-feira, 30 de outubro de 1998
Paulo Ubiratan 
Gilberto Monteiro e o ex-prefeito de Guaraci, José Morandi, há mais de 9 anos eram conhecidos da Polícia Federal de Londrina como contrabandistas. Em julho de 1990 Gilberto foi preso com US$ 250 mil em contrabando encontrado na fazenda de Ismael Salin, na cidade de Santa Fé. Na ocasião, a Polícia Federal montou uma verdadeira praça de guerra no local, mas não conseguiu apreender o avião, modelo Sertanejo, que levantou vôo logo após o descarregamento do contrabando.
O avião foi identificado como sendo de propriedade de José Morandi. Em novembro de 1991 somente a carcaça do monomotor foi apreendida em Porecatu onde estava sendo escondida pelo filho do ex-prefeito, Marcelo Morandi.
A partir desta data a polícia fez diversas investigações e chegou a conclusão que Morandi e Gilberto operavam juntos no contrabando e que existia fortes indícios de que os dois estavam também envolvidos com o tráfico de cocaína e maconha.
Na ficha policial de Gilberto Monteiro constam cinco prisões por contrabando em Londrina e tráfico de cocaína e maconha em São Paulo e Paraná. Ele estava foragido da Justiça de Jundiaí (SP) onde está condenado há sete anos de prisão por tráfico de drogas.
Segundo informações passadas por moradores de Guaraci, Morandi era o mentor intelectual da quadrilha e Gilberto funcionava como uma espécie de chefe operacional, ligado diretamente à distribuição das drogas e aos quadrilheiros do segundo escalão.


