Lúcio Flávio Moura
De Londrina
A Polícia Civil desconfia que quadrilhas de assaltantes do Norte do Estado possam estar agindo em favor de um esquema nacional especializado em roubos a ônibus.
A ‘‘terceirização’’ na criminalidade, segundo o investigador Valdir Azzolini, da 11ª Subdivisão Policial, em Cornélio Procópio, já pôde ser constatada nas investigações que levaram à prisão de um grupo responsável por assaltos a praças de pedágio, no início do mês. Seus membros estavam espalhados por cidades paranaenses e paulistas e teriam planejado os crimes em presídios.
Na noite de anteontem, quatro assaltantes encapuzados, portando pistolas automáticas, assaltaram um ônibus de sacoleiros, próximo ao trevo de acesso a Uraí, na BR-369.
A ação rendeu cerca de R$ 9 mil e foi efetuada em cinco minutos. Para intimidar 16 passageiros, que seguiam para Ciudad del Este, no Paraguai, a quadrilha (composta, conforme relato das vítimas, de rapazes de 18 a 25 anos) dispararam duas vezes contra o teto do veículo.
Durante a perseguição ao ônibus, o grupo já havia disparado algumas vezes para interceptá-lo. Um dos disparos atingiu a lateral da cabine e outros o radiador do veículo. Os estilhaços provocaram ferimentos nas pernas do motorista Hermano Souza da Silva Neto, de 48 anos. Nenhum passageiro saiu ferido.
Pouco antes, os rapazes roubaram um táxi em Cornélio Procópio. O taxista José Luiz da Silva, 48 anos, foi colocado no porta-malas de seu Santana e foi deixado em Nova América da Colina. O veículo, utilizado na fuga do assalto, foi encontrado no final da tarde de ontem próximo à Chácara dos Padres, no município de Nova Fátima.

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