A operação policial de 12 horas realizada na cidade de São José dos Pinhais para capturar a perigosa quadrilha gaúcha mostrou algumas facetas na guerra diária entre policias e marginais. Uma delas é em relação ao grau de sofisticação das quadrilhas, cada vez mais organizadas e inteligentes.
As investigações constataram que para evitar as barreiras policiais e passar de um Estado para outro sem incômodos, essa quadrilha gaúcha não utilizava carros roubados, mas sim carros com documentação ‘quente’ em nomes de ‘laranjas’. Estando bem vestidos e sem despertar suspeitas, eles chegavam para assaltar de táxi e roubavam um carro para irem até onde estavam os veículos que seriam utilizados para a fuga.
Outro fato que chama a atenção é o forte corporativismo da categoria policial, que ao identificar o fugitivo Cléo Alemão como matador de um policial gaúcho, mobilizou um forte esquema policial que trouxe reforços do Rio Grande do Sul, com uma equipe formada por três delegados e quatro agentes tendo chegado em poucas horas para cooperar na ‘captura’ do bandido. Esse coorporativismo talvez possa explicar o pouco empenho da equipe gaúcha na captura do quarto integrante da quadrilha, uma vez que os policiais retornaram para Porto Alegre pouco depois de constatarem a morte de Cléo Alemão.
As buscas para capturar o quarto integrante da quadrilha ainda continuavam na tarde de ontem na cidade de São José dos Pinhais, e devem prosseguir até que o marginal seja encontrado. Os bandidos da quadrilha que estão presos devem responder por crime de tentativa de assalto a banco, com pena prevista de dez a 30 anos.

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