Celular pode ser considerado sinônimo de comodidade, mas também de muita dor de cabeça para os usuários que têm o azar de terem seus aparelhos clonados por quadrilhas que a cada dia agem em maior número. E o Paraná não está de fora da rota de atuação desses grupos, que trazem grandes prejuízos tanto para os consumidores como para as empresas de telefonia.
O securitarista Hermínio de Castro Silva, por exemplo, viveu um drama quando seu telefone foi clonado entre março e abril deste ano. Com isso, em sua conta telefônica surgiram ligações para os Estados Unidos e Emirados Árabes, que totalizaram quase R$ 1 mil.
A Telepar Celular, responsável pela telefonia móvel da Banda B no Paraná, não divulga o número de casos de clonagem. ‘‘O problema existe, mas não é em volume tão significativo’’, diz o gerente do Departamento de Operações, José Carlos de Almeida Rocha.
Mas a impressão que se tem é que os casos não são poucos. Na semana passada, o deputado estudal Florisvaldo Fier (PT-PR), o dr. Rosinha, teve um susto quando recebeu sua tarifa telefônica, que ultrapassou R$ 7 mil. Ele teve o telefone clonado e em sua conta surgiram ligações para o Egito, Israel, Afeganistão, Síria e Kwait.
Mesmo prejuízo teve um amigo de Hermínio. A conta chegou a R$ 7 mil. A Telepar exigiu que o valor fosse pago, para depois ser ressarcido através de uma ação judicial. Sem pagamento, o telefone permanece cortado.
O gerente da Telepar Celular afirma que a clonagem é feita através da interceptação no ar da troca de sinais existente entre o cliente e a empresa, no momento em que a chamada está sendo feita. Neste momento, o fraudador grava os números de série e do telefone, que são adaptados em outro aparelho que tem seu número de série apagado. Tudo é feito com a ajuda de equipamentos eletrônicos.
Segundo Rocha, o usuário do celular não tem como perceber se seu telefone está clonado. Ao contrário do que se diz, as constantes linhas cruzadas não são um sinal do problema. ‘‘O cliente só descobre quando recebe a fatura’’, comenta.
Para evitar novas clonagens, a Telepar Celular, junto com empresas telefônicas da Banda A de todos os Estados, estão usando, desde o mês passado, um sistema anti-fraude, que monitora todas as chamadas em curso no País. O equipamento permite detectar se um mesmo número telefônico está sendo usado em um pequeno espaço de tempo em diferentes cidades.

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