Quadrilhas agem de forma semelhante
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quinta-feira, 26 de junho de 1997
Da Redação 
A polícia desconfia que os golpes por telefone são obra de várias quadrilhas diferentes, que atuam de maneira isolada em diversos estados do Brasil. Mas elas agem normalmente de forma bastante parecida. Anunciam em jornais a venda de cotas contempladas, oferecendo um plano de financiamento com uma entrada - entre R$ 1.500,00 e R$ 3 mil - e o restante parcelado em 40 meses. Os contatos são sempre por telefones celulares, alugados junto às companhias telefônicas ou empresas terceirizadas.
Os golpistas se apresentam como funcionários das fábricas e prometem entregar os automóveis através das revendedoras. A vítima - algumas vezes depois de receber por fax documentos falsificados - deposita em conta bancária o valor da entrada. Só depois, na hora de receber o carro na fábrica ou concessionária combinada, é que o comprador descobre que foi enganado. De acordo com dados da Polícia e da Associação que reúne os consórcios de montadoras (Anef), cerca de 3 mil consumidores já foram vítimas deste estelionato em todo o País.
A Polícia descobriu - ao desbaratar algumas quadrilhas em Santos (SP), São Paulo e Belo Horizonte - que os golpistas usam documentos pessoais frios para alugar os telefones celulares e abrir contas bancárias. Eles possuem também fichas cadastrais e notas fiscais falsificadas, com timbre das fábricas.
Os acusados estão sendo processados por crime de estelionato e formação de quadrilha. Eles podem pegar entre cinco e oito anos de prisão.
Nos últimos meses, a Volkswagen recebeu cerca de 200 telefonemas e cartas de pessoas lesadas pelo golpe, além de cópias de notas fiscais falsas. A montadora alerta que os interessados em comprar veículos por meio de consórcio devem ir às revendas autorizadas. A Volks colocou o telefone (011) 275-1629 à disposição do público, para esclarecimento de dúvidas e maiores informações.
(Osmani Costa)


