Quadrilha veste farda para assaltar ônibus
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quinta-feira, 15 de janeiro de 2004
Lucinéia Parra<br>Equipe da Folha 
Maringá - Policiais Militares de Maringá e de Curitiba estão em Santa Fé (47 quilômetros ao norte de Maringá) para investigar o assalto ocorrido na madrugada de ontem contra 35 passageiros de um ônibus de sacoleiros que seguia de Brasília (DF) para Foz de Iguaçu. Os assaltantes, entre seis a oito homens, estavam usando fardas da Polícia Militar e teriam simulado uma blitz, na PR-317. Os 35 passageiros do ônibus foram colocados no bagageiro semi-nus. Um policial militar que estava no ônibus foi agredido pelos assaltantes e teve o nariz e osso da face quebrados. Os assaltantes levaram cerca de R$ 150 mil.
O assalto ocorreu por volta das 2h30 da madrugada. De acordo com relato dos passageiros e do motorista, um veículo Toyota pintado com as cores da Polícia Militar e com giroflex foi usado pela quadrilha para simular a blitz. Vestidos com fardas da PM, os assaltantes sinalizaram para o ônibus parar na rodovia. Em seguida deram voz de assalto, entraram no ônibus e seguiram para uma estrada vicinal. Todos os passageiros foram revistados e tiveram que tirar as roupas. O policial militar Josemar Araújo da Silva, 29 anos, foi espancado e está internado no Hospital Maringá.
De acordo com o investigador e escrivão da Delegacia de Santa Fé, Manoel José Ramos, os assaltantes estavam armados com pistola e pelo menos um deles usava um fuzil. Os passageiros conseguiram sair do bagageiro do ônibus cerca de duas horas depois. Até ontem à tarde, a polícia de Santa Fé ainda tomava os depoimentos dos passageiros. O último assalto na região com as mesmas características ocorreu em maio de 2003 quando uma quadrilha teria utilizado um veículo Scenic com cores da Polícia Rodoviária para simular uma blitz. O assalto ocorreu no município de Astorga (40 quilômetros ao norte de Maringá) contra passageiros de um ônibus que seguia de Uberlândia (MG) para Foz de Iguaçu. Além de utilizar disfarces policiais, a quadrilha também usa de violência contra as vítimas.


