A Polícia Federal (PF) de Londrina deflagrou ontem uma operação contra o derrame de notas falsas na região que resultou na prisão de sete pessoas e na apreensão de R$ 3,5 mil em cédulas falsificadas, um colete balístico e mais computadores e documentos. A quadrilha, segundo a PF, é suspeita de ter introduzido na economia regional pelo menos R$ 100 mil em dinheiro falso.
Segundo o delegado-chefe da Polícia Federal em Londrina, Evaristo Kuceki, o grupo já vinha sendo investigado há cerca de seis meses. Ele informou que suspeitos presos ontem adquiriam as cédulas falsas - geralmente de R$ 50,00 - em uma gráfica do interior de São Paulo e as traziam para Londrina. Na cidade, eles faziam a troca de três notas falsas por uma verdadeira. Em março, a PF já havia prendido um rapaz com R$ 25 mil em moeda falsa que também faria parte da organização criminosa.
A Justiça Federal expediu nove mandados de busca e apreensão e outros seis de prisão contra os suspeitos que foram cumpridos ontem por 46 policiais federais das delegacias de Londrina e de outras regionais do Paraná. Cinco pessoas foram detidas por determinação judicial e outras duas foram presas em flagrante. Com um comerciante, os policiais apreenderam os cerca de R$ 3,5 mil em notas falsas. Ele teria alegado que estava guardando as cédulas a pedido do filho. Outro homem foi preso com um colete à prova de balas que havia sido roubado de um vigilante de banco. Um rapaz conseguiu fugir e é considerado foragido.
As notas apresentadas ontem pela PF são de boa qualidade. Tinham marcas bastante semelhantes às verdadeiras. Apresentavam, inclusive, números de série diferentes e eram impressas em papel com textura diferenciada. ''Podemos dizer que a falsificação era de boa qualidade e eles conseguiam enganar as pessoas em um ambiente escuro ou se a pessoa não prestasse muita atenção'', comentou o delegado-chefe. Além de Londrina, cédulas falsas eram derramadas em Ortigueira, Apucarana, Arapongas e outras cidades da região.
Os envolvidos presos temporariamente por cinco dias não tiveram as identidades reveladas. Todos foram autuados por formação de quadrilha ou bando, com pena de reclusão de 1 a 3 anos, e distribuição de moeda falsa, cuja pena de prisão varia de 3 a 12 anos.
A Operação da PF foi batizada de ''Pechisbeque'', que significa uma liga de cobre e zinco que imita ouro. Reportagem da FOLHA publicada em 14 de fevereiro já alertava para um derrame de notas falsas que estaria invadindo os caixas de lojas, mercearias, supermercados e bares do Norte e Noroeste do Paraná.

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