Quadrilha só roubava carro importado
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quarta-feira, 08 de abril de 1998
Guilherme Vieira 
Jonas de OliveiraPresosMaffato (à esq. no detalhe) e Grave, fugitivos com longa ficha criminal, preferiam roubar importados pelo lucro maiorA Polícia Civil conseguiu prender ontem em Curitiba dois integrantes de uma quadrilha especializada em roubar carros importados, que só no ano passado desviou cerca de 200 automóveis para o Paraguai. Caio Marcio Maffato e Ronei Jorge Grave agiam no Sudeste e Sul do Brasil e foram localizados depois de uma ação conjunta com a polícia paulista. Os dois criminosos têm longas fichas criminais e são considerados perigosos. Maffato é fugitivo de uma delegacia paulista, onde respondia processo por roubo de veículos. Ronei Grave estava foragido da Colônia Penal Agrícola de Piraquara desde janeiro deste ano, onde cumpria pena por assalto seguido de estupro.
Segundo a delegada do Centro de Operações Especiais (Cope) da Polícia Civil, Leonídia Hecke, as investigações prosseguem para tentar localizar outros membros da quadrilha, assim como o receptador Osvaldo Figueiredo, que mora em Ciudad del Este, no Paraguai. Leonídia informou que a quadrilha trabalhava de modo sofisticado, utilizando rádios transmissores e telefones celulares para passar os carros para o lado paraguaio. A operação era realizada através da Ponte da Amizade, em Foz de Iguaçu, e de uma balsa em Santa Helena (Oeste do Paraná). Integrantes da gangue ficavam vigiando os movimentos dos agentes da Polícia Federal, para avisar pelo rádio o momento da troca de turno, quando o percurso seria feito com tranquilidade.
A dupla preferia roubar carros importados por causa da lucratividade. A delegada Leonídia conta que boa parte dos ladrões opta por veículos importados porque o valor de revenda é três vezes maior do que o dos nacionais, e o risco do roubo é o mesmo. Enquanto se paga cerca de R$ 3 mil por um carro nacional, um importado vale até R$ 10 mil, informou.


