Quadrilha rouba carro, banco e é presa em Cascavel
Paulo Pegoraro
De Cascavel
Policiais militares e civis de Cascavel prenderam por volta do meio-dia de ontem uma quadrilha formada por quatro homens, aparentemente iniciantes em assaltos. Na noite anterior, eles haviam roubado um carro e, ontem, em Nova Aurora (61 quilômetros ao norte de Cascavel), assaltaram um banco, roubando R$ 2.463,00. Quando retornavam a Cascavel foram perseguidos, cercados em um matagal, houve tiroteio, e eles acabaram presos.
Os assaltantes Genildo Ferreira Cristóvão, 38 anos, Paulo dos Santos, 32, Zanoni da Luz, 30, e Norberto de Jesus, 40 anos disseram terem sofrido violência física dos policiais, após a prisão, o que foi negado pela Polícia. Eles apresentavam hematomas. Um deles se retorcia permanentemente, alegando ter recebido pancadas nas costelas, o que teria atingido os pulmões. Todos estavam com o corpo coberto de terra, sem camisa e com cintos das calças abertos.
Genildo, que se retorcia, já esteve preso por homicídio e é conhecido como capoeirista. Paulo já esteve preso por bebedeira, e Norberto e Zanoni disseram ter ficha limpa. Eles asseguraram que foi a primeira vez que se juntaram para cometer crimes. Na noite de anteontem, tomaram em assalto um Fiat Uno, no centro de Cascavel, mas garantem que fizeram negociação com duas mulheres que estavam no carro: se não resistissem, devolveriam o carro no outro dia, abandonando-o na cidade.
Ontem, atacaram a agência do Banestado de Nova Aurora, na abertura do expediente, dominando o vigilante e tomando seu revólver (calibre 38). Um deles desferiu uma coronhada na cabeça do gerente, Acácio Brandalero. A seguir, retornaram para Cascavel (segundo eles, para devolver o carro), por uma estrada de terra, mas já perseguidos por policiais. Um dos assaltantes, atrapalhado, desferiu um tiro contra o teto do carro, e a seguir eles correram para um matagal em meio a uma lavoura de soja, onde foram cercados, ocorrendo tiroteio.
Com eles, estavam dois revólveres, uma pistola e uma garrucha fabricada artesanalmente com peças improvisadas. Os R$ 2.463,00 não foram encontrados. O dinheiro estava na sacola que estava pendurada no meu pescoço quando a Polícia nos pegou, mas não sei onde foi parar, disse Zanoni da Luz. Até o final da tarde, policiais procuravam o dinheiro no matagal.





