Curitiba - Quadrilha especializada em rapto de crianças pode estar por trás do sequestro de um bebê de três meses, em Campina Grande do Sul, Região Metropolitana de Curitiba. A criança foi levada na terça-feira e, no mesmo dia, encontrada em Embu das Artes, na Grande São Paulo.
''Estamos diante de uma quadrilha que se aproximava de mães com problemas para criar os filhos para roubar as crianças'', afirmou a delegada Margareth Alferes de Oliveira Motta, de Campina Grande do Sul, responsável pela investigação.
Na cidade paranaense, foram ouvidos a mãe do bebê e um dos acusados. Uma mulher que também teria participado do crime foi presa em Embu e encaminhada para Taboão da Serra, também em São Paulo.
Em seu depoimento, a mãe contou que era de Curitiba, mas depois de desentendimentos familiares foi para São Paulo. Lá, engravidou e vivia, nos últimos tempos, com o bebê pelas ruas e albergues paulistanos. Foi nessa situação que a acusada teria se aproximado. Depois de conquistar a confiança da mãe da criança, ela teria se oferecido para trazê-la até Curitiba.
Na segunda-feira à noite, as duas, o bebê e o suspeito, que dirigia o carro, começaram a viagem rumo ao Paraná. Em Campina Grande do Sul, a mãe teria pedido para comprar leite em um posto de gasolina. Quando desceu, eles teriam arrancado o carro, levando a menina.
A Polícia Rodoviária Federal (PRF) foi acionada e o veículo detido 163 quilômetros depois, em Cajati (SP). O homem, que teria antecedentes criminais, estava sozinho no carro. Autuado em flagrante, foi levado para a delegacia de Campina Grande do Sul.
Segundo a delegada, ele contou uma história bem diferente. Disse que a sogra, de 48 anos, teria simulado uma gravidez para enganar o marido mais jovem e, para sustentar a história, resolveu comprar uma criança. A mãe, a princípio teria topado entregar a filha por R$ 2 mil, tendo depois mudado de ideia. Desesperada, a acusada decidiu abandoná-la no caminho. A mãe nega essa história.
O homem também afirmou que a sogra teria fugido do carro com o bebê, e que não sabia onde estavam. Durante a noite, no entanto, a polícia interceptou ligações para o celular dele e descobriu o cativeiro.
Com ajuda da Polícia Militar paulista, a acusada e a filha dela foram presas e autuadas em flagrante por sequestro, e encaminhadas para Taboão da Serra. O bebê foi entregue ao Conselho Tutelar de Embu.
A polícia deve divulgar as fotografias dos acusados, em busca de novas denúncias. A mãe aguarda decisão do juiz, que vai decidir se o bebê volta ou não a viver com ela.

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