A Polícia Civil está investigando possíveis ligações dos 14 integrantes da mesma quadrilha, acusados de furto e receptação de caminhões, com os assassinatos de motoristas do Interior do Paraná, São Paulo e Santa Catarina, que foram mortos durante o roubo de seus caminhões. Os suspeitos foram presos em flagrante na última quarta-feira, em União da Vitória (270 quilômetros aos sul de Curitiba), onde policiais da Delegacia de Furtos e Roubos de Veículos de Curitiba descobriram três desmanches com 30 caminhões furtados.
''Estamos levantando a procedência dos caminhões. Caso a Polícia Técnica comprove que pertencem aos motoristas assassinados vamos enquadrá-los também por latrocínio'', disse o superintendente da delegacia, Neimir Cristovão.
Na madrugada de ontem, um telefonema anônimo anunciou o resgate da quadrilha da Delegacia de Furtos e Roubos de Veículos, em Curitiba, onde os acusados estão detidos e foram apresentados ontem. ''Pedimos reforço do Centro de Operações Policiais Especiais (Cope). Ficamos de plantão, mas nada aconteceu'', contou o superintendente. Ele teme uma invasão da delegacia.
A quadrilha furtava os caminhões na Região Metropolitana de Curitiba e Interior do Estado, levava os veículos para União da Vitória, onde retirava as peças originais, montava outro caminhão e o vendia. As peças originais eram vendidas na loja J.M. Autopeças, de propriedade de José Claro de Lima, conhecido com José Gaúcho, o chefe da quadrilha. Ele não quis dar entrevista. ''Só vou me pronunciar perante a Justiça'', disse.

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