Foi encontrado na noite de anteontem, enterrado em um canavial próximo à Florestópolis (73 km ao norte de Londrina), o corpo do comerciante de sucata de Rolândia, Israel Moreira Tuasco, de 26 anos, que estava desaparecido desde 29 de abril. Uma ''quadrilha familiar'' de Porecatu, composta por cinco pessoas, foi apontada como autora deste crime e de mais uma série de outros assaltos cometidos desde o início do ano na mesma região. O crime foi definido pelo delegado responsável pelas investigações, Fátimo Siqueira, como latrocínio roubo seguido de morte.
O desaparecimento do comerciante começou a ser desvendado na manhã de terça-feira. Após receber ameaças de morte de Benedito Donizete de Jesus, 41 anos, apontado como chefe da quadrilha, sua companheira, Ilda Franquim, de 65 anos, denunciou o crime à Polícia Militar. O veículo do comerciante foi localizado em Miraselva e o corpo dele descoberto à noite, enterrado num canavial próximo à Florestópolis.
No mesmo dia, a PM prendeu Benedito com um revólver calibre 32, que teria confessado o crime. Ele declarou ao delegado que atraiu Tuasco com uma falsa promessa de negócio e marcou um encontro para a tarde no trevo de saída da cidade. Benedito e seu enteado, Paulo Henrique Bonfim, de 19 anos, foram até uma área rural, onde mataram e enterraram o corpo do comerciante. ''O Benedito diz que desceu do carro, desmaiou a vítima com chutes na cabeça e matou com golpes do extintor. Depois, ele o enteado pegaram duas caçarolas na carroceria, cavaram um buraco e enterraram o corpo'', detalhou Siqueira. Eles roubaram a bateria da camionete da vítima e R$ 300,00.
Além dos dois, foram apreendidos um filho adolescente de Benedito e a namorada, também adolescente. A mulher do assassino confesso também foi detida acusada de co-participação. A quadrilha, segundo o delegado, é suspeita de ter assaltado e destruído pelo menos mais quatro carros na região, desde o início do ano, já que com eles foram encontrados cheques, celulares e objetos pertencentes a outras vítimas. ''Era uma quadrilha perigosa'', concluiu Siqueira.

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