Quadrilha mantém bancários como reféns
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terça-feira, 15 de junho de 2004
Guilherme Gouveia<br> Reportagem Local 
Arapongas Uma quadrilha armada com fuzil e metralhadora manteve dois funcionários da agência do Banco do Brasil de Arapongas (37 km a oeste de Londrina) em cárcere privado até a madrugada de ontem. Com o sequestro-relâmpago, que durou aproximadamente 10 horas, os assaltantes planejavam levar R$ 125 mil da agência. O dinheiro chegou a ser retirado do cofre e levado para uma estrada rural, próxima à PR-444, sentido Maringá, conforme exigência dos assaltantes. ''Acho que eles pensaram que a polícia estava vigiando o local e ficaram com medo de pegar o dinheiro. Esta é a única versão lógica que encontramos para explicar porque a quadrilha abandonou o dinheiro'', disse a delegada Geanne Aparecida dos Santos, responsável pelo caso. A polícia suspeita que a quadrilha seja formada por cinco pessoas. Até o momento, ninguém foi preso.
O primeiro funcionário a ser rendido foi o gerente Nilo Luís Gaspareto. Por volta das 19h30 de anteontem, ele foi interceptado por cinco homens quando chegava em casa. O carro dele, um Volkswagen Gol branco (placas AGS 7952), foi roubado e ainda não encontrado. Com o gerente amarrado, o próximo passo da operação foi invadir a residência do funcionário Antonio Luiz Olive Martinez, identificado como tesoureiro da agência. Até as 4h30 da madrugada, a família de Martinez e o gerente foram mantidos como reféns. ''A partir deste horário, os sequestradores levaram o gerente e o filho do tesoureiro para uma mata conhecida aqui na cidade como Fazenda Buli'', informou a delegada. Os assaltantes exigiram, então, um resgate de R$ 125 mil para libertar os reféns. ''Segundo o depoimento, eles prometiam matar os dois se o dinheiro não fosse depositado no lugar determinado''.
Martinez pegou o dinheiro do cofre (por volta das 9 horas de ontem) e comunicou os assaltantes via telefone celular (pré-pago) da quadrilha. Os reféns foram libertados na sequência. A polícia armou uma cilada para pegar o grupo, simulando uma sacola de dinheiro no local combinado, mas os assaltantes não apareceram. ''Não temos muitas pistas, mas eles agiam de forma organizada. Conheciam o endereço das vítimas e pareciam profissonais'', disse a delegada.


