Quadrilha liberta sete presos
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sexta-feira, 04 de agosto de 2006
Guilherme Borges<br>Reportagem Local 
Sertanópolis Quatro homens armados com pistolas renderam, quinta-feira à noite, um funcionário que tomava conta da carceragem de Sertanópolis (40 km ao norte de Londrina) e soltaram sete presos. Uma das foragidas é Cristiane Rodrigues, que havia sido presa pelo sequestro de uma empresária da cidade. Aquele crime aconteceu em fevereiro e terminou na Zona Sul de Londrina, onde as vítimas foram resgatadas.
De acordo com o delegado de Sertanópolis, Paulo Gomes de Sousa, a fuga aconteceu por volta das 22 horas. O funcionário rendido levou coronhadas. A quadrilha também rendeu um radialista que passava em frente à delegacia. ''Eles entraram pela porta da frente, já com o transeunte rendido, colocaram duas pistolas na cabeça do carcereiro e mandaram soltar a Cristiane. Depois soltaram os outros seis.''
Sousa reconheceu que a delegacia tem estrutura precária: ''Aqui não tem cadeia, tem um arranjo prisional. É ridículo. Com exceção da Cristiane, todos os que foram soltos já estavam condenados. Agora nos resta trabalhar na recapturação'', afirmou, desolado. Para este trabalho ele poderá contar com os dois investigadores e um único escrivão, que compõem sua equipe.
No momento do resgate, havia 24 presos. Do total de celas, duas estão em uso e três estão interditadas. Cristiane era a única mulher presa, por isso estava em uma cela reservada. Apesar de ter sido detida em Londrina, ela foi transferida para Sertanópolis no dia 26 de maio, onde havia praticado o crime.
Cristiane estava encarcerada na cadeia da cidade porque, segundo o delegado-adjunto da 10 Subdivisão Policial, Nélson Águila, o Código Penal brasileiro determina que o preso deve ficar detido na comarca onde cometeu o delito. Águila explicou que apenas a Justiça poderia pedir a remoção de Cristiane para um presídio feminino, que só existe em Curitiba.
O carcereiro rendido pelos bandidos é funcionário da prefeitura e não quis conversar com a reportagem. Ele teve ferimentos na mão esquerda por conta das coronhadas. O radialista rendido não quis se identificar e revelou que a ação da quadrilha não durou mais de dez minutos. ''Foi tudo muito rápido. Eles me pegaram em frente à delegacia, mandaram eu deitar sem olhar no rosto deles. Estavam com blusas largas, com capuz e armas.''
O radialista não foi ferido e contou que os bandidos pediam as chaves ao funcionário e perguntavam se ele estava armado. Até o fechamento desta edição, apenas um dos presos havia sido recapturado. Márcio Francisco de Paula, preso por porte de arma, foi localizado na periferia.


