Guilherme Vieira
Em uma ação audaciosa e perfeita, uma quadrilha formada por seis bandidos levou R$ 60 mil de um carro-forte da empresa de transporte de valores Proforte, em Curitiba. O assalto aconteceu às 8 horas, quando o carro-forte estacionou no interior da concessionária de veículos Pavema, no Alto da XV, para entragar o dinheiro que seria utilizado para o pagamento dos funcionários. Nesse instante a quadrilha se aproximou do local onde estavam os vigilantes em uma camionete Blazer preta, e anunciaram o assalto.
Os vigilantes reagiram e começou a troca de tiros, que pela sofisticação das armas da quadrilha terminou em segundos. Testenunhas disseram que os vigilantes pouco puderam fazer frente à superioridade do armamento da quadrilha, e acabaram abandonando os malotes com o dinheiro no chão e se abrigando dentro do carro-forte. Os vigilantes foram rendidos e forçados a entregar quatro revólveres calibre 38 e uma escopeta. Os assaltantes fugiram calmamente do local. Funcionários da Pavema contaram que o carro-forte ficou crivado de balas, tendo recebido 28 tiros de diversos calibres.
O delegado 1ª Delegacia de Furtos e Roubos, Iberê Toniolo, disse que a camionete utilizada pela quadrilha foi encontrada ontem no início da tarde pela Polícia Militar, mas que a perícia do veículo seria descartada depois do procedimento equivocado dos PMs. ‘‘Os policiais estragaram o trabalho da perícia da Polícia Civil porque tocaram em tudo o que estava dentro do carro’’, disse. Toniolo mostrou-se irritado com a atitude dos PMs, o que teria inviabilizado exames acurados em carregadores de fuzil e alguns cartuchos que foram retirados da Blazer sem os devidos cuidados. ‘‘Vou enviar ofício ao comando da PM para evitar que isso se repita, pois não é a primeira vez que vamos ter que começar as investigações do zero por falta de atenção’’, disse Toniolo.
A Federação dos Sindicatos dos Trabalhadores em Empresas de Vigilância e Transporte de Valores do Paraná denunciou ontem através do seu presidente, João Soares, que no momento do assalto a equipe do carro-forte era formada por três pessoas, desrespeitando o regulamento - que determina a presença de quatro vigilantes. Segundo Soares, a empresa Proforte enviou outro vigilante ao local do assalto que se agrupou à equipe e se dirigiu à delegacia para prestar queixa. A direção da Proforte foi procurada pela reportagem, mas se negou a prestar esclarecimentos.

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