O Autódromo Internacional Ayrton Senna de Londrina (zona norte) foi invadido por uma quadrilha durante a madrugada de ontem. Além de agredirem funcionários, os assaltantes roubaram eletroeletrônicos, ferramentas e até mantimentos de uma lanchonete sediada no local. Este é o segundo assalto no local ocorrido no mês passado.
O roubo aconteceu perto das 2 horas de ontem, quando cinco homens armados e encapuzados invadiram o prédio principal do autódromo. Eles renderam 11 pessoas, entre técnicos e mecânicos que trabalham em equipes ligadas ao automobilismo londrinense. ''Eles colocaram a gente dentro de um caminhão, enquanto invadiam os boxes e o bar. Os caras agiram com muita violência'', disse o vigia Geraldo Funari, 60 anos, mostrando a mão ferida com uma coronhada. As vítimas ficaram presas durante duas horas.
A quadrilha usou a caminhonete de uma empresa especializada em eventos (placas BLK-7442, de Echaporã-SP) para transportar a mercadoria. Foram roubados um computador, fax, quatro televisores, celulares e até parte da dispensa do bar. ''Eles levaram ferramentas e objetos pessoais da nossa equipe, que estava dormindo no local. Também tivemos alguns funcionários agredidos'', disse o piloto e empresário Beto Borghesi, que foi até a 10 Subdivisão Policial (SDP) durante a manhã de ontem para registrar o roubo.
Até a tarde de ontem, somente a caminhonete usada na fuga havia sido recuperada (foi abandonada no Jardim Parati). O superintendente da 10 SDP, Francisco de Assis, informou que uma equipe de investigadores estava trabalhando no caso.
O presidente da Fundação Municipal de Esportes, Marival Antônio Mazzio, admitiu a fragilidade da segurança no Autódromo. Ele contou que apenas um vigia desarmado faz a segurança no período noturno. ''Isso precisa ser melhorado, não podemos tapar o sol com a peneira'', reagiu Mazzio. Este foi a segunda ação de marginais no autódromo no mês de março. No dia 4 de março, terça-feira de Carnaval, ladrões depredaram carros alegóricos, arrombaram box e roubaram uma máquina de suco de custo aproximado de R$ 1.800,00.
De acordo com ele, providências deverão ser tomadas o mais rápido possível, porém o processo de contratação de segurança ou de empresa especializada precisa ser licitado. Ele adiantou que nos próximos dias pretende discutir o assunto com o prefeito Nedson Micheleti (PT). (Colaborou Luciano Augusto)
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