Quadrilha fez lista de sequestráveis
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sexta-feira, 01 de fevereiro de 2002
Rodrigo Sais Equipe da Folha 
Curitiba - Integrantes da quadrilha capturada pela Polícia Civil na última terça-feira admitiram que pretendiam sequestrar outras personalidades além do piloto de Fórmula 1, Ricardo Zonta. Segundo o delegado Armando Marques Garcia, o grupo pretendia também sequestrar o presidente da Associação Comercial do Paraná, Marcos Domakoski, para arrecadar fundos para o Primeiro Comando da Capital (PCC).
A quadrilha também pretendia assassinar o delegado Mário Sérgio Zacheski, conhecido como Bradock, além de outros policais. Segundo Garcia, os criminosos estariam negociando quanto seria pago pela morte de Bradock quando foram presos. Eles afirmam ter sido abordados por um político paranaense, que ofereceu R$ 150 mil pela morte do delegado, mas eles consideraram a oferta baixa, explicou Garcia.
O delegado acredita que a intenção de matar outros policiais seria uma estratégia para facilitar o estabelecimento do PCC no Paraná. Basicamente, eles queriam intimidar os policiais através da violência, analisa Garcia.
A polícia apurou que a quadrilha teria ligações com o ex-policial Valdir Saggin, que no dia 18 de janeiro manteve uma família como refém no bairro Santo Inácio, em Curitiba. Durante a captura do grupo, o assaltante Luiz Carlos Bernardi Pires, o Balaio, acabou morrendo. Provavelmente ele queria tomar o lugar de Saggin como líder da quadrilha, e planejava crimes violentos para ganhar o respeito de outros criminosos, acredita Garcia.
A organização da quadrilha, que já havia realizado cinco assaltos a joalherias na região de Curitiba, surpreendeu o delegado. Enquanto o crime organizou-se nos últimos anos, a polícia permaneceu estática, devido a burocratização. É como no comércio: se uma empresa perde a competitividade, outra tenta tomar o seu lugar. É o que o crime organizado quer fazer com a polícia, afirmou Garcia.


