Leandro TaquesMiguel Pinheiro (esq.) responde a 22 processos por falsificaçãoA prisão em flagrante do auxiliar de escritório Rogério Matos da Luz por portar uma Carteira de Habilitação falsificada possibilitou à policia desmantelar uma quadrilha especializada na venda desse documento em Curitiba. A Polícia Civil informou que a quadrilha era responsável pelo derrame mensal de 100 carteiras falsas na Região Metropolitana. O delegado Adão Edson Rolim informou que o lucro mensal dessa operação deve ultrapassar os R$ 400 mil.
Rogério foi preso na semana passada durante uma blitz realizada por policiais militares. Em depoimento na 7ª Delegacia de Polícia, localizada na Vila Hauer, ele acabou contando que havia comprado a Carteira de Habilitação de Miguel Tibúrcio Pinheiro. Depois de conseguir uma ordem judicial de prisão temporária, policiais capturaram Pinheiro, que apontou o vendedor de madeira Hélio Emílio Ferreira como o fornecedor das carteiras falsas.
A polícia começou a investigar a ficha criminal de Ferreira e descobriu que ele respondia a 22 processos na Justiça, por falsificação de documentos. Essas investigações revelaram que Ferreira tem uma condenação pelo mesmo crime e que atualmente desfrutava de liberdade condicional. Ferreira acabou sendo preso na dia 10 de abril, quando policiais localizaram outras 56 carteiras de habilitação falsificadas enterradas nos fundos da residência onde morava, na cidade de Colombo.
Ferreira escapou do flagrante por não estar portanto os documentos, mas pode continuar preso se a Justiça resolver cancelar sua liberdade condicional. A pena por falsificar documentos públicos é de dois a seis anos de detenção.

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