Pelo menos quatro criminosos assaltaram um caixa eletrônico na madrugada de ontem em Arapongas (Região Metropolitana de Londrina). O bando usou dinamite para explodir o terminal da Caixa Econômica instalado em frente a um supermercado na Rua Pinta Roxo. Durante a ação, o carro de uma empresa de vigilância passava pelo local e foi atingido por pelo menos dois disparos de pistola 380. Ninguém ficou ferido.
A quadrilha usou duas motos para fugir. A Polícia Militar não descarta que um carro tenha sido utilizado para dar cobertura aos bandidos. Ao longo do dia foram realizadas diligências para localizar os membros da quadrilha, mas nenhum suspeito havia sido preso até o final da tarde. A PM analisa as imagens captadas por um circuito de segurança para tentar identificar os envolvidos. O banco não informou o valor levado.
Histórico recente
Há pouco mais de um mês, na madrugada do 8 de junho, uma quadrilha estourou um caixa do Banco do Brasil no centro de Arapongas. Na ocasião, segundo a PM, os bandidos fugiram sem levar nada. Segundo a PM, a princípio os dois crimes não estão ligados.
A Federação dos Vigilantes do Estado do Paraná contabilizou 91 explosões de caixas eletrônicos em todo o Estado entre janeiro e junho deste ano. No mesmo período do ano passado, foram registradas 150 explosões. "Só no mês de julho, foram sete explosões até agora, contando as ocorrências da cidade de Arapongas, e três arrombamentos. Isso dá quase uma explosão de caixa eletrônico por dia no Paraná", alertou o presidente João Soares.
Para ele, é preciso que sejam feitos investimentos em segurança pública, além de reforço na fiscalização do comércio de explosivos. "Essas quadrilhas se especializaram de tal forma que a própria polícia encontra dificuldades em combater o crime no momento da explosão. São armas muito pesadas e grupos muito amplos. Essas quadrilhas conseguem explosivos com muita facilidade", apontou.
"Hoje os proprietários de estabelecimentos comerciais optam por retirar os caixas eletrônicos e evitar prejuízos com as explosões. Os bancos têm diminuído a quantidade de dinheiro nos caixas, mas essa medida também não tem adiantado", desabafou.(Colaborou Auber Silva/Grupo Folha)

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