Albari RosaDetidoÚnico preso foi Valdinei de Camilis, autuado por porte ilegal de armaO delegado do 10º Distrito Policial de Curitiba, Marcus Michelotto, conseguiu desbaratar e prender no fim de semana uma quadrilha de sete assaltantes de ônibus e residências na capital do Estado. No entanto, teve que colocá-los em liberdade por não conseguir a autorização junto à Justiça e ao Ministério Público para que ficassem detidos sob prisão temporária até a conclusão das investigações.
Segundo o delegado, o caso começou quando uma equipe de investigadores da 10º DP prendeu na madrugada de sábado, na Vila Rio Negro, os adolescentes R.S.R., conhecido como ‘Quick’, e M.G.B., o ‘Tirulipa’, ambos armados com revólveres calibre 38. Os dois estavam em companhia de Milton Ferreira Senna, 32 anos, que também foi preso.
Em seu depoimento, os menores informaram que as armas foram fornecidas por Basílio Rivelino de Morais, conhecido como ‘Didi’, que passou a ser investigado. A polícia chegou até a companheira de Didi, Sonia Amaral dos Santos, conhecida como ‘Cigana’. Ela confessou ter participado com Didi e Milton de um assalto a uma casa no bairro do Pinheirinho, de onde levaram vários objetos.
ReproduçãoAbusoEm fotos encontradas na casa de ‘Cigana’ e ‘Didi’, havia até crianças posando com armas de fogo
Na casa de Sonia e Didi, a polícia encontrou os objetos roubados e diversas fotos, onde crianças e adultos posavam portando armas de fogo de diversos calibres e, alguns, fumando maconha. Nas fotos os investigadores reconheceram Valdinei de Camilis, 18 anos, que em seguida foi flagrado e preso em sua casa com um revólver 38 e uma pistola 380 sob o travesseiro.
Ao comparecer ao 10º Distrito para recolher seus pertences, as vítimas do assalto reconheceram Sonia, Milton, Didi (por foto) e o adolescente Quick como os autores do assalto, o que levou o delegado Marcus Michelotto a pedir a prisão temporária dos três adultos (Milton, Sonia e Didi), negada pelo Ministério Público e pelo juiz de Direito de plantão.
‘‘Não entendi por que, apesar de tantas evidências, cinco armas apreendidas, fotos que indicam o grau de periculosidade dos marginais, bens apreendidos, reconhecimentos por vítima e envolvimento de menores, os representantes da Justiça e do Ministério Público entenderam que não há motivos para a decretação das prisões’’, criticou.
Segundo o delegado, a única pessoa que permanece presa é Valdinei de Camilis, por ter sido autuado por porte ilegal de armas de fogo.

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