Quadrilha é procurada em todo o País
Lucinéia Parra
De Maringá
Homens que assaltaram carro-forte na região de Maringá podem ter ligação com o bando que assaltou a Proforte, de Londrina
O delegado-chefe do Comando de Operações Policiais Especiais (Cope), Mário Ramos, disse ontem, em Campo Mourão, que a quadrilha que assaltou o carro-forte da TGV, de Maringá, anteontem de manhã, pode ter ligação com o bando que assaltou a Proforte, de Londrina, no dia 4 de setembro, quando cerca de 15 homens roubaram mais de R$ 3 milhões. Temos convicção que foi um eixo dessa quadrilha que atuou em Londrina, disse Ramos.
O delegado do Cope disse que a quadrilha tem o foco principal na Favela Heliópolis, em São Paulo, onde também serão realizadas investigações. Os cinco homens presos anteontem em Quinta do Sol (43 km ao norte de Campo Mourão) foram transferidos para Curitiba na tarde de ontem. Eles foram levados em três viaturas do Comando de Operações Policiais Especiais (Cope), escoltados por 10 policiais. O Cope chegou anteontem na região, com 21 homens, para ajudar nas investigações.
Desde quinta-feira, o delegado-chefe da 16ª Subdivisão Policial de Campo Mourão, Roberval Butaccini, alegava que a cadeia do município não tinha segurança suficiente para manter a quadrilha. A cadeia está em reformas. A transferência para Curitiba estava sendo aguardada desde a madrugada de ontem, mas só aconteceu no meio da tarde.
Apesar dos cercos que continuaram sendo feitos ontem durante todo o dia, na região de Quinta do Sol e Fênix, os outros cinco homens que teriam participado do assalto não foram encontrados. Também não foram achados os R$ 958 mil roubados do carro-forte. Pela nossa experiência nesse tipo de caso, acreditamos que a quadrilha continua escondida nessa mesma área, disse.
O delegado Lindomar Alves Júnior, da 16ª SDP, anunciou ontem à tarde que um dos cinco presos Teotônio da Silva Simões, 36 anos já tinha sido reconhecido como procurado pelas polícias de Fortaleza, Belo Horizonte e São Paulo por assaltos a bancos e a carros-fortes.
Segundo o delegado, Teotônio foi ainda reconhecido, através da televisão, como sendo o líder intelectual do megaassalto realizado este ano em Canarana (MT), quando uma quadrilha prendeu todos os policiais na delegacia e assaltou todas as agências bancárias da cidade. Esse homem está sendo procurado praticamente no Brasil inteiro, disse.
Os nove assaltantes do carro-forte estavam na região há cerca de seis meses. Eles tinham alugado uma casa no Parque Tuiuti, em Maringá. Um dos vizinhos era o presidente do Sindicato dos Vigilantes de Maringá, José Maria da Silva. Segundo ele, havia muita movimentação e muitos carros na casa. Ninguém desconfiava de nada porque os comentários eram de que eles tinham vindo de São Paulo e trabalhavam com venda e compra de carros.





