Curitiba - A Delegacia de Estelionato de Curitiba apresentou ontem quatro pessoas acusadas de aplicar um golpe de R$ 1,5 milhão na cidade. Cerca de 200 correntistas do Banestado/Itaú foram vítimas da quadrilha, que atuou no Paraná em agosto do ano passado. A polícia diz que a quadrilha, que é de São Paulo, aplicou golpes semelhantes em vários estados. Os acusados foram presos em Florianópolis (SC) há 15 dias, de posse de 814 cartões de banco com as respectivas senhas e R$ 28 mil. Eles foram e removidos para Curitiba na última terça-feira.
De acordo com o superintendente da Delegacia de Estelionato, Hélcio Piassetta, a quadrilha que atuou na cidade era composta por mais duas pessoas que ainda estão sendo procuradas: João Batista Moreira e Sidnei Rogério Camargo. Estão presos Luciano Pereira Garcia, Jorge Paulo e Fernando do Nascimento Gonçalves e Carlos Caiano da Silva. A idade dos presos varia entre 24 e 30 anos. ‘‘Os grandes da quadrilha estão presos’’, garantiu Piassetta.
A quadrilha agia com um dispositivo conhecido como ‘‘chupa-cabra’’. Segundo o superintendente, os golpistas instalavam um chip em um caixa eletrônico e o deixavam lá por algum tempo. ‘‘O equipamento capturava as informações que eram reproduzidas em cartões virgens’’, relatou. Piassetta disse que essa foi a primeira vez que um golpe desse tipo ocorreu no Paraná. ‘‘Os bancos criaram novos mecanismos e por isso não ocorrem mais crimes assim’’, afirmou.
Segundo as investigações, os assaltantes saíam de São Paulo pelo Aeroporto de Congonhas, se dirigiam a alguma cidade onde alugavam alguns carros e permaneciam em hotéis para aplicar o golpe. A polícia tem pistas que eles atuaram no Nordeste, além de Santa Catarina e Paraná. Piasseta disse que não tem estimativas do valor total roubado pela quadrilha em todo o País.

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