Dos sete paulistanos presos após roubarem uma residência no Centro de Londrina no último sábado pelo menos dois teriam participado de um outro assalto ocorrido em Ibiporã (Norte), no início do mês. O delegado Algacir Ramos, que preside o inquérito, cogitou que a quadrilha poderia estar planejando crimes ainda mais graves na região, como sequestros, e que alguns dos detidos podem ter ligação com facções criminosas.
Segundo o delegado, um empresário de Ibiporã que teve sua empresa invadida por dois assaltantes armados no dia 5 de maio teria reconhecido ontem os presos Marcos de Lima Feitosa, 26 anos, e Anderson Moura Sampaio, 28, como autores do crime. A dupla teria usado duas motos para roubar principalmente jóias. Ramos comentou que a quadrilha também pode ter envolvimento em pelo menos outros três assaltos praticados em Londrina nas últimas semanas.
O homem que seria um dos líderes da quadrilha, Sidinei Alexandre Gomes, 36 anos, possuia mais de dez passagens anteriores em São Paulo em crimes como assalto, extorsão, receptação de produto roubado e até sequestro. Por isso, o delegado não descartou que o bando estivesse se preparando para sequestrar alguém em Londrina ou região. ''Era uma quadrilha de alto grau de periculosidade'', observou, citando inclusive que alguns dos presos podem ter ligações com facções criminosas como o Primeiro Comando da Capital (PCC).
Também foram detidos por envolvimento no roubo cometido em Londrina Ronielly Gomes Brito, Marcos Jona Sprocatti Júnior, Renan Wesley Custódio Silva e Tiago Puerta, todos com 18 anos e com passagens por assalto quando eram adolescentes. Parte do grupo teria invadido a residência na Rua Souza Naves armado com pistola e roubado jóias, dólares, euros e celulares. O grupo estava sendo monitorado pela Polícia Militar desde seis dias antes do crime e foi preso em uma estância localizada no Distrito da Warta (Zona Norte), onde haviam alugado dois chalés.
Os sete presos residem na Vila Perus, na Região Norte da capital paulista. Além deles, também foram apreendidas duas adolescentes de Londrina - uma com 13 anos e outra com 17 - que estariam se relacionando com integrantes da quadrilha. A adolescente de 13 anos, inclusive, confessou ao delegado que manteve relação sexual com Renan. Ele pode responder por estupro, caso a família da menina apresente queixa.

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