Quadrilha comprou casas e chácara em Maringá
Marta Medeiros
De Maringá
Especial para a Folha
A quadrilha responsável pelo assalto da última quinta-feira ao carro-forte da TGV pretendia se estabelecer em Maringá. Eles já haviam investido cerca de R$ 140 mil na compra de três imóveis. As informações foram obtidas por uma equipe de investigadores da Polícia Civil de Maringá.
Segundo a polícia, os integrantes compraram os imóveis em nome de Cláudio Gonçalves de Oliveira, 19 anos, motorista do caminhão-tanque utilizado durante o assalto, que está preso. A quadrilha comprou à vista, por R$ 25 mil, uma casa no Parque Residencial Tuiuti e outra de R$ 73 mil no Conjunto Borba Gato, além de uma chácara de cinco mil metros quadrados no Condomínio Recanto dos Guerreiros, na saída para Astorga.
Equipes do Comando de Operações Policiais Especiais (COPE) recambiaram, ontem pela manhã para Curitiba, João Donizete da Silva Pinto, 28 anos. Ele foi preso no sábado e estava na cadeia da 16ª Subdivisão Policial (16ª SDP) de Campo Mourão. O COPE também levou o armamento utilizado no assalto, que incluia uma metralhadora anticarro calibre 30 e um lançador de granada antibarricada. A polícia temia ataque de grupos interessados nas armas.
A maioria dos integrantes da quadrilha é de São Paulo. O assalto ocorreu na última quinta-feira na região de Quinta do Sol. Sábado pela manhã, durante buscas aos fugitivos, a Polícia Militar prendeu Silva e matou dois durante operação em Ivailândia. Um quarto integrante conseguiu fugir. Os dois mortos foram identificados como sendo Edmilson Rosa Pereira, 33, e Jailson Bezerra da Silva, 31, irmão de Teotônio, um dos integrantes preso. Dos R$ 958.050,00 roubados da TGV, a Polícia Militar conseguiu recuperar R$ 934.899,50.





