Quadrilha arrombou 26 cofres
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sábado, 20 de janeiro de 2001
Érika Pelegrino De Londrina 
O Instituto de Criminalística de Londrina (ICL) concluiu ontem o laudo sobre o assalto à agência do Banespa, em Londrina, no dia 10. De acordo com o laudo, foram arrombados 26 cofres particulares e não 23 como a Polícia Civil havia divulgado. Parte do dinheiro do cofre do banco também foi levado, outra parte a quadrilha liberou para abastecer os caixas eletrônicos, o que indica, segundo o perito José Denilson Santos, que eles queriam valores altos e só dos cofres particulares alugados.
A instituição possui 200 cofres particulares para aluguel e a quadrilha pediu ao gerente geral da agência, Roberto Melo que informasse quais estavam alugados. Segundo o perito, foram coletadas impressões digitais no local, que serão confrontadas com as de possíveis suspeitos.
A perícia realizada na perua Renault Trafic branca utilizada durante a operação detectou que havia um rádio HT sintonizado na frequência da Polícia Militar. A quadrilha invadiu a casa do gerente geral do banco na noite de 9 de janeiro.
Segundo o perito, de acordo com informações de Melo, dois sequestradores passaram toda a noite planejando os detalhes do assalto. Eles teriam jantado e tomado banho na casa do gerente. Às 6h30 foram com Melo para a agência. O gerente desarmou o vigia e sentou-se em sua mesa. Eles aguardaram até às 9h30, horário em que o cofre maior está programado para abrir.
Aberta a porta que dá acesso aos cofres particulares, os integrantes da quadrilha começaram o arrombamento utilizando pé-de-cabra. Enquanto isso, o gerente permaneceu sentado em sua mesa comunicando a cada funcionário que chegava para trabalhar que estavam sendo assaltados, que sua família estava mantida em cárcere e que era para eles agirem naturalmente.
Segundo o perito Santos, tudo indica que se trata de uma quadrilha especializada e a operação é semelhante ao assalto à Proforte Transporte de Valores, em setembro do ano passado. A polícia está investigando o caso com apoio da Polícia Civil de São Paulo porque há a suspeita que a quadrilha seja do ABC paulista.
O delegado Sérgio Gomes Neves, da Receita Federal afirmou ontem que a partir de segunda-feira começa a investigar o caso. Há suspeitas de que os produtos guardados nos cofres eram ilícitos não declarados em imposto de renda. A estimativa é de que a quadrilha tenha levado mais de R$ 1 milhão.


