Quem estaciona seus carros no quadrilátero central próximo aos hospitais de Londrina possui mais chances de ter seu carro roubado. Segundo dados de seguradoras que atuam na cidade e que repassaram informações à FOLHA, essas áreas foram identificadas como os de ''maior risco''. De acordo com os responsáveis pelas seguradoras, de 35% a 40% dos roubos e furtos de Londrina acontecem nessas regiões, que abrigam os hospitais Evangélico, Mater Dei, Santa Casa e diversas clínicas médicas.
Uma das pessoas que trabalha na região teve o seu carro roubado há menos de um mês quando foi a uma sessão de fisioterapia e estacionou o carro próximo à Praça do Aleijadinho. Segundo a filha da vítima, que não quis ser identificada, uma pessoa abordou seu pai e pediu as chaves. Ela conta que o bandido estava bem vestido e que seu pai achou que fosse alguém que estivesse pedindo informações. Assim que seu pai entregou a chave, uma outra pessoa apareceu, entrou no carro e os dois fugiram.
Segundo informações das seguradoras, os ladrões aproveitam que as pessoas que frequentam os hospitais e clínicas da cidade estão preocupadas com a saúde de seus familiares. A ideia de que eles aproveitam o tempo das visitas em hospitais ou em consultas para realizar o roubo tranquilamente é consenso entre os gerentes das seguradoras. ''O que provoca isso é a alta concentração de carros que ficam parados durante um longo tempo'', diz um dos gerentes ouvidos pela reportagem.
Outro gerente regional, Vanderlei Scarpanti, conta que foram registrados 29 casos de furtos e roubos nos quatro primeiros meses deste ano em Londrina contra 25 do ano passado no mesmo período. Ele diz que além do quadriláteros dos hospitais e clínicas, durante a noite os semáforos da avenida Juscelino Kubitschek são os alvos preferenciais dos bandidos.
Alerta
Outros locais visados, segundo as seguradoras, são próximos a bares e faculdades da Zona Sul. No caso das faculdades, os ladrões sabem que os estudantes e professores estão em sala de aula e possuem tempo suficiente para arrombar o carro e furtar o veículo tranquilamente.
O gerente comercial de outra seguradora, Maurício Camargo, afirma que a solução é o aumento da fiscalização. ''As autoridades devem ter essa estatística e precisam trabalhar com esses dados para montar um plano de ação para conter os bandidos'', conta. Ele diz que a população também deve ficar alerta. ''Tem muita gente que fica dentro do carro e isso facilita a ação dos bandidos'', adverte. Ele diz que é preciso um trabalho conjunto entre as autoridades e a sociedade para achar alternativas contra os assaltantes.
Camargo diz que alguns de seus carros são facilmente localizados porque contam com rastreadores. ''Mas esse dispositivo ainda é considerado caro.''

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