Quadras esportivas permanecem abandonadas
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terça-feira, 19 de fevereiro de 2013
Vítor Ogawa<br>Reportagem Local 
Frequentar uma quadra poliesportiva pública está a cada dia mais difícil. Um estudante de 13 anos relatou que uma amiga cortou o braço no alambrado enquanto brincava na quadra do Jardim Paraíso (zona norte de Londrina), localizada na esquina das ruas Falcão e Perdizes. Alambrados destruídos, falta de tabelas e de aros, escadas de acesso danificados, falta de pintura e risco de queda da mureta de alvenaria são os problemas nessa quadra.
Ainda de acordo com o menino, o suporte para a tabela de basquete caiu em um dia de chuva forte e foi necessário que os moradores serrassem os tubos contorcidos de metal para voltar a utilizar a quadra. "Às vezes a gente mesmo corta o mato aqui da quadra para poder jogar bola", relatou o jovem.
Quase um ano depois da reportagem "Falta manutenção em quadras e campos", publicada em março do ano passado, sobre o abandono das áreas públicas, a situação não mudou na maioria dos lugares. Dos nove espaços citados na matéria apenas dois foram reformados.
A Praça Padre Roberto Salles, localizada no Conjunto Ruy Virmond Carnasciali (zona norte), foi apontada como sendo uma das piores em condições de uso no ano passado. A situação não mudou. O piso continua em desnível, não há traves para futsal, balizas para redes de vôlei, tabelas ou cestas para basquete e o alambrado não existe há muito tempo. Segundo a comunidade, há mais de dez anos o local não é utilizado devido aos problemas de manutenção. O servidor público aposentado Elesbão Gonçalves Vieira, de 68 anos, lamentou a situação e contou que um voluntário ministra aulas de futebol para as crianças no gramado ao lado. "Eu acho importante tirar as crianças da rua e ensinar o valor do esporte", destacou.
No Conjunto Parigot de Souza 3, também na zona norte, a queda de uma trave na quadra da Rua Aurélio Buarque de Holanda em 2012 resultou na fratura de quatro dedos dos pés de um garoto. Desde então o quadro é o mesmo: as balizas continuam destruídas e os alambrados estão mais deteriorados. A mãe de um dos estudantes ouvidos pela reportagem no ano passado, a manicure Lucimara Navarro Machado afirmou que tentará se reunir com algum representante da Fundação Municipal de Esportes. "Aqui precisa de uma reforma boa, principalmente porque é uma quadra que fica em frente a uma escola e muitas crianças a frequentam", afirmou. O mesmo acontece na quadra do Bosque Marechal Cândido Rondon, no Centro de Londrina, onde a quadra foi danificada durante um serviço de poda realizado no ano passado.
A quadra poliesportiva localizada na Praça Avelino Vieira, ao lado do Shopping Com-Tour (zona oeste), apresenta uma situação um pouco melhor, mas continua sem as tabelas e cestas de basquete e os sanitários e os alambrados continuam danificados. O entorno foi roçado recentemente, o que agradou a dona de casa Maria Coelho, que sempre frequenta o local para passear com seu cachorro, mas ela notou que em dois pontos da cerca, o alambrado está danificado. Ela destacou que o piso da quadra está em boas condições e enalteceu o trabalho de retirada de entulho. "Aqui estava terrível com esse mato alto e esse lixo", criticou.
Mesmo que sejam recuperadas, em alguns casos a falta de iluminação é apontada como uma das causas da depredação. Na quadra localizada na Avenida Curitiba, no Conjunto Milton Gavetti (zona norte), um segurança, que pediu para não ter sua identidade revelada, afirmou reclamou da falta de segurança por falta de iluminação. O espaço é mais um que está com portões arrancados, aro de uma cesta danificado, alambrados cortados e muretas de alvenaria quebradas. Na Rua Marechal Hermes da Fonseca, no Jardim Hedy (zona oeste), a iluminação também é precária, sem contar os alambrados danificados e a falta de traves.
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