O fechamento de um quarteirão da Avenida São Paulo, no centro de Londrina, para os camelôs deve acontecer no início da próxima semana, segundo a Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU). Por enquanto, a autarquia espera alternativas de tráfego para aquela área propostas pelo Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Londrina (IPPUL), o desentupimento de bocas-de-lobo e o bloqueio da rua pela Secretaria de Obras.
Nilson Gonçales, diretor da Associação dos Vendedores de Produtos Nacionais e Importados (AVPNI), disse que o local abrigará 220 barracas padronizadas. Cada família terá direito a apenas uma e se responsabilizará pela compra que deve custar cerca de R$ 312,00. ‘‘Eles trabalharão na rua e deixarão as calçadas do Terminal Urbano e do Museu Histórico livres para os pedestres’’, afirmou o presidente da CMTU, Wilson Sella. Ele disse também que os ambulantes ficarão provisoriamente no trecho entre a avenida Leste-Oeste e a Rua Benjamim Constant.
O Executivo prometeu à categoria apoio para a criação de um Shopping Popular que abrigará 500 boxes com infra-estrutura, área de alimentação e espaço cultural. Para viabilizar a idéia Sella estima que sejam necessários, pelo menos, R$ 800 mil que deverão ser obtidos com empresários locais e com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
No momento, os camelôs estão concluindo o estatuto que transformará a Associação numa Organização Não-Governamental (ONG) para resgatar a cidadania das pessoas excluídas do mercado de trabalho. A esperança dos ambulantes é que a prefeitura seja avalista dos financiamentos e invista recursos se conseguir vender a Sercomtel Celular. ‘‘Com o apoio da sociedade nossa ONG conquistará um espaço para trabalharmos com dignidade’’, finalizou Gonçales.

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