PV usa posto como bode expiatório para tentar mudar decreto municipal
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 11 de dezembro de 1996
Da Sucursal 
O Auto Posto Bispo, no Batel, deve ser inaugurado em janeiro, apesar da ação impetrada pelo Partido Verde (PV) contra a instalação do estabelecimento e contra a prefeitura. O posto, situado na esquina das Ruas Bispo Dom José e São Thomaz de Aquino, tem alvará para funcionamento e está em conformidade com a lei municipal que regulamenta a instalação de postos de combustíveis, segundo informou a prefeitura.
O Partido Verde sempre foi contra o Decreto 971/95 que regulamenta a Lei 8.681/95. Parece que a lei foi feita sob encomenda das grandes distribuidoras de petróleo, já que traz muitas brechas que permitem a instalação de postos em qualquer ponto da cidade, independente dos prejuízos que causará à comunidade e ao ambiente, argumenta o advogado José Álvaro Carneiro, membro da executiva estadual do PV.
Carneiro diz ainda que o posto fica próximo a duas grandes escolas, o Colégio Dom Pedro II (em frente) e o Colégio Rio Branco. Para o advogado, o posto colocará em risco os estudantes que passam pelo local. Eles terão de prestar mais atenção ao atravessar a rua.
Diante destes problemas, o Partido Verde e a Amar, uma ONG de Araucária, decidiram entrar com mandato de segurança contra o posto. Mas o juiz Leônidas Silva Filho não concedeu liminar favorável ao PV.
Carneiro admite que o Auto Posto Bispo foi usado como bode expiatório na ação. Quando entramos com a ação era o posto mais recente em construção, diz o advogado.
Aluísio de Oliveira Marcondes Filho, um dos sócios do posto, diz que não entende o motivo da ação, uma vez que tem alvará e a obra está regular. O posto trará benefício para a região, que ficará mais iluminada para os estudantes e pessoas que passam pela rua.
A diretora do Colégio Dom Pedro II, Maria Joana Pazinato, diz que os pais de alguns alunos reclamaram da instalação do posto. Fizemos uma reunião com o proprietário que nos explicou a segurança das instalações. Então, os pais ficaram sossegados e não houve mais problema. A Folha ouviu também alguns moradores da região que não manifestaram preocupação com a instalação do posto.


