Nagib Billal, 59 anos, converteu-se ao islamismo há nove anos. Nascido Jorge dos Santos, o metalúrgico aposentado sentiu-se atraído pela nova religião após ver uma reportagem sobre a mesquita de Foz do Iguaçu (Extremo-Oeste). ''Vi a imagem de vários calçados para fora da mesquita e a limpeza que aquilo representava me comoveu. Eu era evangélico e conhecia a Bíblia e pensei: é preciso zelo na casa de Deus'', contou.
''Procurei a mesquita, comecei a estudar e me converti'', recordou Billal, que se reencontrou no Islã. ''A principal diferença para as outras religiões é a adoração a um só Deus'', completou o aposentado, que considera um prazer seguir tantas regras.
''No Ramadan sinto a purificação do corpo. Minha saúde melhora e não necessito de remédios para controlar a pressão. Penso que o corpo trabalha melhor no jejum'', opinou Billal, contando que um dos três filhos se converteu por influência do pai. ''É fácil falar em ajudar sem conhecer o que é fome, o que é sede. No Ramadan a gente sente na pele e no estômago o que é a fome e por isso se sente mais inclinado a praticar a caridade'', resumiu.
Estudante de odontologia, Kamila Issa, 22, tem origem muçulmana, mas até os 10 anos estudou em colégios cristãos. ''Mudei para o Líbano e comecei a aprender o islamismo'', recordou a futura dentista, para quem também é muito fácil jejuar. ''Os dois primeiros dias são complicados, mas depois o corpo acostuma. Sente-se mais sede do que fome. Mas no islamismo tudo de bom que fazemos é para a gente, o Ramadan é nosso único sacrifício a Deus e é fácil, basta ter boa vontade.'' (M.G.)

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