Punks são despejados de casa invadida
James Alberti
Cerca de 20 integrantes do Movimento Punk de Curitiba foram despejados ontem pela Polícia Militar de uma casa de dois andares na qual moravam há mais de um ano. O imóvel, situado na esquina das ruas Padre Anchieta e Visconde Nacar, no bairro Mercês, está avaliado em cerca de R$ 200 mil e pertence ao funcionário público Alfredo Braz. O despejo, autorizado por mandado de um juiz da 15ª Vara Civil, durou cerca de quatro horas. Os punks, que dormiam quando a polícia chegou à residência, às 9 horas, negaram-se a sair, jogando móveis e destruíndo a casa. Três deles - Márcia Gomes, Cleber de Moura e outro de prenome Juliano - foram presos e levados ao 3º Distrito Polícial, onde assinaram um termo circunstânciado e foram liberados.
O advogado Luiz Renato Crovador, que defende o proprietário do imóvel, afirma que há cerca de oito meses os punks haviam prometido deixar a casa, durante uma audiência na 4ª Vara Criminal, na qual respondem um processo por invasão de domicílio. Conforme Crovador, antes de ser moradia do grupo, o imóvel era ocupado por um casal. Agora, afirma, está em péssimas condições e será reformado. Ontem à tarde, uma hora depois do despejo, dois homens trabalhavam na colocação de tapume para cercar a residência.
O advogado Gabriel de Araúlo Lima, da Associação de Direitos da Cidadania, que defende os punks, foi procurado pela Folha, mas não foi encontrado.





