Punks e artista plástico dividem espaço na Praça
Punks e artista plástico dividem espaço na Praça
Não são apenas os sem-terras que estão acampados em frente ao Palácio Iguaçu. Quem visitar o acampamento vai encontrar figuras aparentemente alheias à luta agrária. Junto a eles, estão 12 integrantes do movimento punk e o artista plástico Newton Goto, que utilizam o mesmo cenário, embora para protestos diferentes. Mas sempre apoiando a reforma agrária, acrescenta a integrante do movimento punk, Maíra Gomes, 20 anos.
Os estranhos ao movimento seguem o mesmo dia-a-dia dos demais assentados. Eles participam de atividades nos grupos de educação, saúde, segurança e de alimentação, criados para organizar o acampamento. Por isso, junto com os bonés vermelhos podem se ver cabelos coloridos e arrepiados ou brincos e piercings dos punks.
O movimento dos sem-terra é muito importante, porque traz uma bandeira de toda a sociedade, disse Maíra Gomes. Ela conta que o MST também mostra-se simpático as suas manifestações. Expulsos do casarão que viviam, os punks encontraram no acampamento uma opção de moradia. Depois do primeiro impacto do visual, eles foram presenteados com bonés do MST. Ela conta que os agricultores ficaram espantados com aquela gente que se vestia diferente, tinha cabelo verde e ostentava piercings espalhados pelos lábios e nariz.
Ao contrário dos punks, o artista plástico Newton Goto aderiu ao acampamento alguns dias depois de iniciada a manifestação. Desmotivado por não poder realizar uma exposição numa galeria (Ybakatu Galeria de Arte), ele decidiu expor seu trabalho para os 1,2 mil acampados. Todos os trabalhos de Goto têm como tema central o símbolo do MST.





