'Pula Catraca' pode ter processo arquivado
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 19 de novembro de 2003
Janaina Garcia<br> Reportagem Local 
De supostos réus a vítimas. Foi dessa forma que um grupo de estudantes da Universidade Estadual de Londrina (UEL), participante do movimento batizado de ''Pula-Catraca'', se apresentou ontem à tarde no Juizado Especial Criminal para prestar depoimento ao promotor Wilson Tomé Tropiani.
Os alunos foram indiciados depois da confusão gerada durante a madrugada de 3 de julho, quando eles protestaram contra o aumento da tarifa do transporte coletivo (de R$ 1,35 para R$ 1,60) dentro de um ônibus da Transportes Coletivos Grande Londrina (TCGL). Na ocasião, eles foram autuados por ''atentado contra a segurança de meios de transporte''.
''Pelo testemunho do motorista (Valdir Nascimento) e do cobrador (Arvelino Tomasi), não dá para afirmar que houve de fato esse atentado. Solicitei que eles deponham novamente, e, no caso de a falta de provas persistir, o processo será arquivado'', disse Tropiani.
Os universitários alegam ter ficado detidos dentro do ônibus. ''Apenas queríamos pagar a tarifa antiga, mas eles nos trancaram e impediram que saíssemos'', relata o estudante Fábio Rizza, de 23 anos, membro do Diretório Central dos Estudantes (DCE), idealizador do ''Pula-Catraca''. ''Isso é sequestro e cárcere privado'', alegou Rizza, adiantando que o grupo deve registrar queixa contra a PM.


