PUC vai incluir novas tecnologias nas aulas do curso de Medicina
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terça-feira, 17 de junho de 1997
Elisa Marilia 
Curitiba
O curso de Medicina da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC) está reformulando o currículo de maneira radical. Em poucos dias será instalada uma biblioteca virtual, a Cochrane Library, que usa discos compactos para armazenar os dados. Até o final do semestre os alunos terão à sua disposição os Skill-Labs, laboratórios para desenvolvimento de habilidades.
Os acadêmicos já experimentam uma das modificação na disciplina de Propedêutica, com o professor Nelson Marcelino. É o método de ensino baseado na solução de problemas. Ao invés de apresentar toda uma teoria em primeiro lugar, estamos propondo um problema e os alunos devem pesquisar as possíveis soluções. Na realidade, este é o método usado pelos médicos no dia-a-dia dos consultórios, explica Marcelino.
O especialista canadense em ensino de Medicina David Kaufman esteve ontem na PUC apresentando os novos métodos mundiais. As últimas novidades dizem respeito à utilização de tecnologias sofisticadas, como a tele-medicina.
Os paciente não precisam mais se deslocar para as grandes cidades. Os médicos auxiliam os colegas do interior na pesquisa do diagnóstico e na difusão de novos métodos de tratamento, disse Kaufman. Desta forma, os pacientes que vivem longe dos grandes centros urbanos têm chances de receber orientação de um especialista, que ficaria impossibilitado de viajar para todas as localidades e discutir os casos com vários médicos. Este método ainda está em estudo para ser aplicado no Hospital Cajuru, da PUC.
Duas disciplinas devem ser integradas ao currículo: informática médica e técnica operatória e cirurgia. Os acadêmicos poderão praticar cirurgias em animais como se estivessem num centro cirúrgico de seres humanos. Hoje, não existe esta prática. Os acadêmicos começam assistindo, para só depois acompanhar um cirurgião, diz o diretor da faculdade de Medicina da PUC, Alberto Accioly Veiga.
O laboratório de habilidades consiste em usar técnicas com pacientes treinados para simular problemas de saúde. Outra utilidade é o aprendizado com bonecos para desenvolver habilidades de tato, como toque retal, vaginal e de próstata. Os pacientes também desenvolvem técnicas de diálogo com os pacientes treinados e podem ser avaliados de maneira mais precisa, confirma o professor de Clínica Méidica, Miguel Carlos Riella.


