PUC vai detalhar empreendimento à Câmara
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sexta-feira, 05 de outubro de 2001
Telma Elorza<br> De Londrina 
A Comissão Suprapartidária da Câmara de Londrina que avalia doações de áreas públicas se reuniu ontem com representantes da Pontifícia Universidade Católica (PUC) do Paraná, para discutir a proposta de repasse de uma área de 202 mil metros quadrados à Sociedade Paranaense de Cultura (SPC), mantenedora da instituição. Participaram da reunião o vice-reitor da PUC, João Oleynik, o pró-reitor de Planejamento, Roberto Borges França, além dos representantes do grupo de apoio PUC/Londrina, Ervino Nesello e Miguel Bompeixe.
Depois de mais de duas horas de conversa, os vereadores Elza Correia (PMDB), Márcia Lopes (PT), Luiz Carlos Tamarozzi (PTB) e Roberto Kanashiro (PSDB) pediram detalhamento por escrito de algumas questões. Os vereadores solicitaram projeto arquitetônico, cronograma de obras, total de investimentos, relatório de impacto ambiental e contrapartadida da instituição para a cidade. A comissão pretende apresentar o relatório em plenário na próxima semana.
Para a presidente da comissão, Elza Correia, a discussão sobre esta doação estabelece novos parâmetros para o repasse de áreas públicas. ''Como tínhamos um grande número de dúvidas, queríamos esclarecê-las para que não se corra nenhum risco de irregularidades, como aconteceu em doações no passado'', explicou. De acordo com a vereadora, como a doação da área envolve cerca de R$ 2,9 milhões, valor estimado para o terreno do Jóquei Clube, que será desapropriado, é preciso se cercar de todos os cuidados.
Quanto às contrapartidas sociais por parte da instituição, a vereadora disse que, particularmente, não ficou satisfeita. ''Eles apresentaram projetos de extensão, como a criação de um escritório-modelo de advocacia para atendimento comunitário. Como a cidade é carente nessa área, é lógico que vai ajudar. Mas projetos de extensão são obrigatórios em todas as universidades'', afirmou.
A presidente da comissão mencionou ainda o fato de a instituição não ter como norma distribuir bolsas de estudos integrais, mas somente parciais, o que levaria à necessidade de pedido de esclarecimento de critérios pela comissão que avalia as concessões de bolsas, conforme antecipou a vereadora.


