AULAS RENOVADAS
PUC-PR muda projeto pedagógico
Michele Muller
De Curitiba
A Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR) iniciará, este ano, a implantação de uma renovação pedagógica que se estende a todos os seus 48 cursos. Por enquanto, apenas os calouros vão iniciar o ano letivo, em 21 de fevereiro, experimentando os novos projetos educacionais, desenvolvidos de acordo com a Nova Lei de Diretrizes e Bases (LDB).
Uma das principais mudanças está na interdisciplinariedade, o que apaga do vocabulário acadêmico a palavra ‘‘disciplina’’. Passarão a existir, em seu lugar, os programas de aprendizagem, permitindo que vários temas de uma mesma área possam ser trabalhados de forma integrada.
‘‘Antes, os alunos de Medicina estudavam separadamente fisiologia, anatomia, histologia e citologia. Com esse projeto, eles terão que cumprir um programa de aprendizagem chamado ciências morfológicas, que abrange todos esses assuntos’’, exemplifica a pró-reitora Neuza Aparecida Ramos.
O sistema avaliatório também será modificado. Ao invés de duas, os estudantes terão três avaliações parciais por bimestre.
Outra renovação importante está na redução do número de universitários nas salas de aula – de uma média de 70 para 60. Em contrapartida, todos os cursos passarão a ser semestrais, o que aumentará o número total de vagas em 20% nos próximos anos.
Alguns canditados já poderão tentar ingressar na PUC neste inverno, quando será promovido vestibular para as áreas mais concorridas, entre elas Turismo, Comunicação Social (que abrange Jornalismo, Publicidade e Propaganda e Relações Públicas), Psicologia, Farmácia, Medicina, Odontologia, Direito e Administração. A partir do ano que vem, uma quantidade maior de cursos terá início em fevereiro e agosto.
Lançado em maio de 98, o projeto pedagógico tem como objetivos principais incitar uma maior autonomia dos estudantes no processo de aprendizagem, estimular neles a criatividade e o espírito crítico e enfatizar a formação para o empreendedorismo. ‘‘Nós não precisamos apenas formar empregados, e sim empregadores’’, acredita o reitor da universidade, Clemente Ivo Juliatto.

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